- Bitcoin caiu abaixo de US$ 80 mil no fim de semana após a confirmação de que Kevin Warsh será o chair do Federal Reserve, com mais de US$ 2,5 bilhões em liquidações alavancadas.
- O sentimento de aversão ao risco se espalhou para ações e metais, com o mercado precificando um caminho do Fed mais restritivo.
- A cotação estabilizou próximo de US$ 74,5 mil, mas há risco de queda adicional se o suporte-chave não resistir; Ether também caiu abaixo de US$ 2.170.
- A nomeação de Warsh impulsionou uma onda de redução de posições alavancadas e pressionou margens nos contratos futuros.
- Analistas veem potencial de fundo de ciclo entre US$ 75 mil e US$ 80 mil, com debatedores destacando que a leitura de preço dependerá de novos acontecimentos geopolíticos e de comunicação do Fed.
O Bitcoin caiu abaixo de 80 mil dólares neste fim de semana após confirmação de que Kevin Warsh será o novo presidente do Federal Reserve, desencadeando um movimento de desalavancagem no mercado de criptomoedas, segundo analistas da QCP Asia. O recuo ocorreu em meio a deterioração da inclinação de risco no ambiente financeiro.
A liquidação de posições longas alavancadas ultrapassou 2,5 bilhões de dólares, pressionando o preço em um momento de saídas de fundos de ETFs de Bitcoin no mercado à vista dos EUA. O ambiente de risco se espalhou para ações e ativos de refúgio tradicional, como ouro e prata, conforme o mercado precifica um caminho de aperto monetário mais rápido.
O Bitcoin estabilizou próximo de 74,5 mil dólares, mas há avaliação de risco de novas quedas caso o suporte-chave falhe. A analista Roberta Li, da QCP, aponta que a volatilidade pode continuar se não houver consolidação acima de 74,5 mil. Enquanto isso, o Ethereum caiu abaixo de 2.170 dólares.
Reação de mercados e perspectiva de curto prazo
A indicação de Warsh para a presidência do Fed intensificou a aversão ao risco e elevou a probabilidade de normalização de política mais cedo. Além de criptomoedas, ações e ativos não rendimentos recuaram conforme traders repensaram o cenário de políticas.
Mudanças de margem nos contratos futuros aceleraram a desvinculação de posições alavancadas, segundo a QCP. A percepção é de que a demanda por proteções direcional caiu em relação a episódios de estresse anteriores.
O preço atual ainda testa regiões vistas como fundacionais no ciclo recente. Enquanto alguns analistas veem potencial de recuperação, outros alertam para vulnerabilidade se o suporte de 74 mil não for mantido. Uma ruptura abaixo desse patamar pode abrir espaço para retração mais profunda.
Análise de ciclo e cenário
Especialistas citados pela QCP sugerem que o recuo pode representar um movimento de capitulação dentro de um ciclo de alta. O analista PlanC aponta que o piso pode ficar entre 75 mil e 80 mil, não caracterizando, por ora, o início de uma tendência de baixa prolongada.
O preço já recuou mais de 11% no mês e fica cerca de 38% abaixo do pico de outubro, em torno de 126 mil dólares. Caso haja recuperação sustentada, o ânimo do mercado pode se firmar com a retomada de janelas de liquidez e sinalizações hostis menos agressivas de política econômica.
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