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Bloqueio de tráfego de caminhões na Cargill no norte do Brasil por manifestantes

Protestos bloqueiam o tráfego de caminhões no terminal de grãos da Cargill em Santarém; empresa nega ocupação e diz que carregamentos chegam de diversas regiões

A drone views shows Cargill grain terminal in Santarem, Para state, Brazil October 08, 2024. REUTERS/Amanda Perobelli/File Photo
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  • Protestos bloquearam o tráfego de caminhões no terminal de Santarém, da Cargill, no norte do Brasil.
  • A empresa afirmou que não houve ocupação das instalações pelos manifestantes, que a imprensa local associou a povos indígenas.
  • O terminal de Santarém trabalha com soja e milho.
  • Calcula-se que a maior parte do grão chega ao terminal por barcaça, para depois ser exportado em navios; uma parcela menor chega por caminhões.
  • O grão que chega por caminhão vem de Mato Grosso pela BR-163 ou de fazendas locais.

Tráfego de caminhões foi bloqueado no terminal de grãos Santarém, da Cargill, no norte do Brasil, segundo nota da empresa em resposta à Reuters. Manifestantes teriam interrompido a passagem para caminhões na segunda-feira, 2 de fevereiro, na região de Santarém, no Pará. Não houve confirmação de ocupação das instalações pela empresa.

A Cargill pediu esclarecimentos à Reuters e afirmou que não houve ocupação. Localmente, a imprensa identificou os manifestantes como povos indígenas, sem detalhar demandas específicas. A empresa informou apenas o bloqueio aos acessos.

Conforme a operação do terminal, a unidade trabalha com soja e milho. A maior parte do grão chega por barca e é transferida para navios. Parte menor segue por caminhões, oriundos principalmente de Mato Grosso pela BR-163 ou de fazendas da região.

Contexto

O bloqueio afeta o fluxo de cargas na região e pode impactar saídas para exportação. Não foram divulgadas estimativas de tempo de desocupação nem de prejuízos operacionais.

Sobre o terminal

O Santarém recebe grãos e os direciona para exportação, conforme rotas logísticas da região amazônica. A atuação de grupos indígenas em protestos tem sido observada em outras áreas do estado e do país.

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