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Fictor deve R$ 430 milhões a corretora da Faria Lima

Grupo Fictor requer recuperação judicial; credora Sefer Investimentos DTVM tem direito a receber R$ 430 milhões

Sede da Fictor, em São Paulo — Foto: Reprodução
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  • Grupo Fictor protocolou pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, divulgado nesta segunda (2.02).
  • A corretora Sefer Investimentos DTVM, com sede na Faria Lima, é credora principal do grupo, com direito a receber R$ 430 milhões.
  • O grupo se compromete a pagar dívida de R$ 4,257 bilhões e busca proteção contra ações de credores durante o processo de recuperação.
  • Entre os credores listados no pedido estão investidores com R$ 2,765 bilhões, American Express com R$ 891 milhões e bônus/comissões a consultores de R$ 10,5 milhões.
  • A recuperação ocorre no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro, envolvendo fundos e corretoras ligados a uma suposta fraude associada ao Banco Master.

O Grupo Fictor ajuizou pedido de recuperação judicial na 3° Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, nesta segunda-feira. A defesa aponta dívida total de 4,257 bilhões e busca proteção para viabilizar pagamento aos credores. A ação cita a Sefer Investimentos DTVM como credora de 430 milhões.

A Sefer Investimentos DTVM, corretora com sede na Avenida Faria Lima, é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de janeiro. A investigação envolve fundos e corretoras ligados a uma suposta fraude bilionária associada ao Banco Master.

Segundo o pedido, o Fictor planejava aquisição do Master com aporte de 3 bilhões. A recuperação busca evitar a falência, com prazo estimado para votação do plano entre seis meses e um ano, conforme avaliação de especialistas. O processo tramita no STF, em apuração de inquérito no gabinete do ministro Dias Toffoli.

Credores relevantes

Entre os credores principais, constam investidores com 2,765 bilhões, American Express com 891 milhões e pagamentos a consultores de 10,5 milhões. A defesa sustenta que a recuperação é mais célula para preservação do grupo do que a falência.

A advogada Giovanna Michelleto, especialista em reestruturação, ressalta que a recuperação tende a ser mais rápida e menos onerosa para o conjunto de credores, em comparação à falência. O objetivo é estruturar pagamento conforme o plano homologado pela Justiça.

A reportagem não conseguiu contato com representantes do Grupo Fictor ou da Sefer Investimentos DTVM para comentar o caso. As informações constam do pedido de recuperação judicial e de fontes oficiais vinculadas ao processo.

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