- A Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, na segunda fase da Operação Barco de Papel, nesta terça-feira (3).
- A investigação envolve irregularidades na gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro e aquisição de letras financeiras do Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central; a RioPrevidência investiu cerca de R$ 970 milhões entre novembro de 2023 e julho de 2024.
- Dois mandados de prisão temporária adicionais foram expedidos, mas não foram cumpridos; os investigados permanecem foragidos.
- A prisão ocorreu em Itatiaia (RJ); Antunes foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda e, depois, será ouvido na Superintendência da PF no Rio de Janeiro para seguir ao sistema prisional.
- Os mandados, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, são ligados a indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas, com buscas, retirada de documentos e transferência de dois veículos de luxo.
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (3) o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, na segunda fase da Operação Barco de Papel. A ação investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro. Antunes foi conduzido à delegacia em Volta Redonda e, em seguida, deverá ser ouvido pela Superintendência da PF no Rio de Janeiro antes de ser encaminhado ao sistema prisional estadual.
A PF apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. Segundo denúncia, entre novembro de 2023 e julho de 2024 a Rioprevidência investiu aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos, mas não cumpridos, com alvos considerados foragidos.
Detalhes da operação
A prisão ocorreu em Itatiaia (RJ), com apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos e da Polícia Rodoviária Federal. A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou os mandados por risco de destruição de provas e obstrução de investigações. Os desvios identificados incluem movimentações suspeitas de retirada de documentos, manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.
Contexto e encaminhamentos
Antunes renunciou ao cargo no final de janeiro. Em 23 de janeiro, a PF já havia cumprido busca e apreensão em sua residência. Os mandados, expedidos com base em indícios de obstrução de investigações, foram cumpridos em endereços vinculados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A PF não divulgou outras informações de natureza confidencial durante o decorrente estágio da apuração.
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