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Epstein investiu US$ 3 milhões na Coinbase, aponta e-mail do DOJ

Documentos do DOJ revelam investimento de US$ 3 milhões de Epstein na Coinbase via Blockchain Capital; ele teria vendido 50% por cerca de US$ 11 milhões

Epstein Files Coinbase
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  • Epstein teria investido US$ 3 milhões na Coinbase por meio da Blockchain Capital em 2014, conforme documentos do Department of Justice, embora não fique claro se o negócio foi concluído.
  • Relembrando, Epstein obtém uma alocação na Coinbase em 2018, e posteriormente vende 50% da participação de volta para a Blockchain Capital por cerca de US$ 11 milhões.
  • A relação com Coinbase envolve também um possível encontro com o cofundador da empresa, Fred Ehrsam, citado em e-mails vazados.
  • Blockstream, cuja diretoria é chefiada por Adam Back, negou vínculos financeiros diretos ou indiretos com Epstein, ou com seu espólio.
  • Documentos do DOJ mostram que, em 2014, Austin Hill (cofundador da Blockstream) discutiu uma rodada semente com Epstein e Joi Ito, then diretor do MIT Media Lab, em contexto de financiamento da empresa.

Epstein investiu cerca de US$ 3 milhões na Coinbase há mais de uma década, por meio da Blockchain Capital, ligada a Brock Pierce. A operação ocorreu em 2014, conforme documentos do Departamento de Justiça (DOJ) tornados públicos nos últimos dias.

Segundo os documentos, houve discussão interna sobre a possibilidade de investir na Coinbase, com a participação de Epstein ainda sem confirmação definitiva sobre o fechamento do acordo. Pesquisadores de criptomoedas ressaltaram a presença de Epstein nas conversas.

Anos depois, em 2018, surgiram evidências de que Epstein teria obtido uma alocação na Coinbase. Relatos indicam que ele posteriormente vendeu metade de sua participação para a Blockchain Capital, por aproximadamente US$ 11 milhões.

Paralelamente, o CEO da Blockstream rebateu ligações entre Epstein e a empresa. Adam Back afirmou que a Blockstream não mantém ligação financeira direta ou indireta com Epstein ou sua herança.

Documentos do DOJ também mencionam encontros anteriores entre Epstein, Joi Ito e o cofundador da Blockstream, Austin Hill, em relação a rodadas de financiamento da empresa. Eles descrevem Epstein como investidor potencial no período.

A defesa de Blockstream sustenta que a relação com Epstein não envolve participação acionária ou envolvimento financeiro atual. A empresa enfatiza a separação entre o caso de Epstein e suas operações.

Em 2008, Epstein foi condenado na Flórida por atração de um menor para prostituição, fato que complica a leitura desses vínculos empresariais. As informações vêm de registros judiciais antigos, usados para contextualizar as conversas contemporâneas.

As divulgações fazem parte do amplo conjunto conhecido como Epstein Files, que reúne documentos sobre o caso do magnata e suas ligações com o mercado de criptomoedas. As informações permanecem sob análise de autoridades e pesquisadores independentes.

Fontes do DOJ indicam que os documentos divulgados visam esclarecer relações entre Epstein, investidores e empresas de tecnologia, sem concluir sobre a natureza das transações. O material continua sendo pesquisado por meio de fontes públicas.

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