- Família Batista reorganiza a J&F para incorporar Eldorado Brasil Celulose, LHG Mining e Flora, buscando ampliar acesso aos mercados de dívida.
- Nome da holding muda: J&F Investimentos perde “Investimentos” e passa a incorporar as novas empresas, com gestão financeira unificada.
- JBS permanece separado, com cerca de 50% das ações sob a J&F; conselho terá sete membros, incluindo o fundador José Batista Sobrinho, e seus filhos Wesley e Joesley; Meirelles entre os independentes, Storchi será CFO.
- Ratings de crédito divulgados: S&P Global Ratings e Fitch avaliam BB+ com perspectiva estável; Moody’s: Ba1, também estável; empresa planeja alongar prazos e avaliar emissões locais e internacionais.
- Receita da J&F foi de R$ 490 bilhões nos doze meses encerrados em setembro de 2025; qualquer IPO futuro envolveria a holding, não as unidades, e a gestão busca melhoria de divulgação financeira.
A família Batista está reorganizando a J&F para incorporar seus negócios de celulose, mineração e bens de consumo. A mudança busca ampliar o acesso a mercados de dívida e tornar a gestão das prioridades mais ágil, segundo anúncio feito pela própria holding.
A J&F Investimentos retirou o termo Investimentos do nome e integrará a Eldorado Brasil Celulose, a LHG Mining e a Flora. A gestão operacional segue separada, mas as finanças serão administradas de forma unificada.
A unidade de energia Ambar Energia já havia sido incorporada no ano passado. A JBS permanecerá como negócio separado, mantendo cerca de 50% das ações sob controle da J&F.
Estrutura e governança
A J&F formará um conselho de administração com sete membros, incluindo José Batista Sobrinho, Wesley e Joesley Batista. Joesley atuará como presidente do colegiado. Quatro cadeiras ficarão com conselheiros independentes, entre eles Henrique Meirelles.
Haverá também um conselho fiscal e um comitê de auditoria independente. Ramos Filho continuará como CEO, e Fernando Storchi, atual presidente da Eldorado, será o diretor financeiro (CFO).
Rumos financeiros e mercados
A J&F divulgou receita de cerca de R$ 490 bilhões nos 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2025. A empresa planeja padronizar divulgações e melhorar o perfil de crédito para abrir caminho a novas emissões.
O objetivo é alongar os vencimentos da dívida e avaliar opções de emissão, com potencial participação tanto em mercados locais quanto internacionais. A J&F afirma manter o controle dos negócios e que futuros IPOs envolveriam a holding.
Contexto de relação com a JBS
A JBS, listada na NYSE desde junho de 2025, continuará integrada à estrutura, com a J&F mantendo participação relevante na controladora. A relação entre as empresas permanece de referência para investidores e agências de classificação de risco.
O grupo sinaliza que não há aquisições específicas em mira no momento, mas busca estar preparado para grandes oportunidades que possam surgir. A estratégia visa fortalecer a posição do conglomerado sem perder o foco setorial.
Entre na conversa da comunidade