- A JPMorgan survey com 333 family offices em 30 países mostrou que 89% não têm exposição a criptomoedas e 65% apontam inteligência artificial como tema de investimento principal para 2026.
- A IA lidera como prioridade de investimento entre as family offices, seguida por inovação em saúde (50%) e infraestrutura (41%); criptomoedas fica em 17%.
- Em termos de alocação real, a média global é de 0,4% do portfólio em ativos digitais, com Bitcoin respondendo por 0,2%.
- Apesar de o grupo pesquisado permanecer conservador, há entradas de criptomoedas a partir de 2025 em cenários institucionais e de family offices, principalmente em veículos regulados e custódia aprimorada.
- Observadores apontam que, embora haja demanda institucional por crypto, o movimento entre as family offices permanece mais reservado em comparação com gestores institucionais.
O JPMorgan Chase divulgou o Global Family Office Report 2026, com 333 family offices de 30 países e patrimônio líquido médio de 1,6 bilhão de dólares. O estudo apontou que 89% não possuem exposição em crypto e que 65% veem a inteligência artificial como tema de investimento prioritário para 2026.
Entre os resultados, AI lidera as prioridades de investimento, com aprovação de 65% das instituições. Saúde, infraestrutura e ativos digitais aparecem atrás, em 50%, 41% e 17%, respectivamente. A parcela com exposição a growth equity ou venture capital é baixa, sugerindo distâncias entre ambição e alocação real.
Apesar do pessamento entre as family offices, há sinais de movimento em cripto no ecossistema institucional. Grupos como VMS Group, em Hong Kong, investiram 10 milhões de dólares em Re7 Capital, enquanto family offices asiáticos levantaram mais de 100 milhões para veículos cripto. O objetivo é apoiar firmas de cripto em diversas fases.
Panorama de alocação institucional
No agregado, as family offices globais mantêm cerca de 0,4% de seus portfólios em ativos digitais, com Bitcoin respondendo por cerca de 0,2%. Instituições têm mostrado maior disposição para explorar cripto, em contraste com o recuo observado entre family offices. Estudos recentes confirmam esse viés institucional.
Outros levantamentos mostram avanços. Um levantamento da Coinbase e da Glassnode, com 148 investidores globais, indicou que 70% veem Bitcoin subvalorizado e 62% mantiveram ou ampliaram posições durante ajustes de preço. Pesquisas da Bitwise e VettaFi indicam crescimento na alocação de cripto por consultores financeiros.
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