- Pesquisas indicam que viajantes corporativos correspondem a cerca de três quartos do lucro das companhias, mesmo representando 12% do total de passageiros; cada US$ 1 investido em viagens a trabalho gera US$ 15 em lucro (R$ 80).
- Korean Air reformou em 2024, ampliando serviços da classe executiva à primeira classe, com cardápio novo desenvolvido pelo chef Saekyeong Kim e lounges repaginados.
- Em 2025, o menu da primeira classe ganhou novas entradas e pratos sofisticados, com louças da Armani Casa e porcelanas Bernardaud; itens de serviço também foram atualizados.
- A frota de doze aeronaves Boeing 787-10 foi redesenhada para aprimorar a experiência Prestige Suites 2.0, com camas de dois metros e divisórias de 1,30 metro de altura; kit de amenidades e pijamas também foram renovados.
- A demanda por premium cresce no setor: Air France, Starlux, American Airlines, Singapore Airlines, Turkish Airlines e ANA lançam ou atualizam classes executiva e primeira classe, buscando diferenciação e fidelização.
- 27% dos viajantes pretendem voar mais em 2026, segundo pesquisa do Internova Travel Group, impulsionando o foco das companhias em experiências de alto padrão.
A busca pelo lucro na aviação mudou o foco das operadoras: o grande negócio está na premium. Enquanto a economia segue com margens estreitas, as cias disputam espaço e serviços para a frente da cabine. O objetivo é converter viajantes corporativos em receita superior.
Dados de mercado indicam que passageiros de negócios respondem por cerca de 75% dos lucros, apesar de representarem apenas 12% do total de passageiros. Investimentos em melhoria de ambientes premium tendem a elevar a rentabilidade por passagem.
A Korean Air passou a reformular toda a experiência de alto padrão. Em 2024 e 2025, a empresa ampliou menus, redesenhou cabines e elevou padrões de conforto, com foco em executiva e primeira classe. O redesenho envolve desde cardápio até itens de cama e vestuário a bordo.
Além da reformulação de cabines, a companhia investiu na frota. Em 12 aviões Boeing 787-10, foram criados mais assentos Prestige Suites 2.0, com camas largas e divisórias altas. Os amenidades, o colchão e os pijamas passaram por melhorias, em resposta à demanda por maior privacidade e conforto.
A trajetória de luxo não é exclusiva da Korean Air. Companhias históricas renovam ofertas para manter competitividade na frente do avião. A Air France introduziu uma nova classe executiva com menu assinado por chefs renomados, além de seleção de vinhos. A Asian startup Starlux também lançou novas opções de assentos com cúpula e serviços de alto padrão.
Outras companhias ampliaram a presença de premium em rotas estratégicas. A American Airlines passou a usar a configuração de A321XLR para atender demandas transcontinentais com assentos totalmente reclináveis em rotas específicas, buscando maior utilidade de aeronaves de fuselagem estreita.
No âmbito internacional, a Singapore Airlines sustenta a qualidade de seus serviços com um painel culinário global para executiva e primeira classe. A Turkish Airlines aposta em campanhas gastronômicas para reforçar o prestígio da experiência a bordo. A ANA revelou em 2025 a THE Room FX, considerada pela empresa como o maior assento de classe executiva de médio porte.
A THE Room FX envolve poltronas amplas em formato de sofá, portas de privacidade e tecnologia a bordo, em aeronaves Boeing 787-9. A companhia descreveu a atualização como parte de uma década sem grandes mudanças, com o objetivo de diferenciar o produto em mercados competitivos.
Mercado de luxo em ascensão e novas categorias
Pesquisadores e executivos veem o crescimento da demanda por serviços premium como tendência estrutural. Empresas estudam criação de novas camadas de passagem entre primeira classe e jatos privados, com planos para rotas em grandes centros dos EUA ainda em 2027.
A Magnifica Air, empresa de jatos corporativos, planeja operar com apenas 54 assentos e cobrar tarifas próximas ao dobro da primeira classe. O objetivo é atender viajantes dispostos a pagar por experiências de alto padrão, incluindo rotas interurbanas em grandes cidades.
O interesse pelo chamado turismo corporativo de luxo é sustentado por pesquisas que indicam intenção de voar mais em 2026, com parte dos viajantes mirando serviços premium como diferencial de negócio e conforto pessoal. A tendência aponta para expansão de ofertas de alto padrão no curto e médio prazo.
Fontes: divulgações de companhias aéreas, entrevistas com executivos e análises de mercado. As informações detalham estratégias de premium, novos modelos de assentos e propostas gastronômicas, sem indicar opiniões ou julgamentos.
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