- A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prenderam o advogado Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência, envolvido no caso Banco Master.
- Antunes foi localizado em um carro na região de Resende, interior fluminense, e será levado à capital ainda nesta terça-feira.
- Ele foi exonerado do cargo em 23 de janeiro, horas após operação da PF contra a cúpula do Rioprevidência; o fundo investiu recursos do seu patrimônio em ações do Master, liquidado extrajudicialmente em novembro.
- Segundo a PF, 970 milhões de reais dos recursos do Rioprevidência foram aplicados em letras financeiras emitidas pelo Master entre novembro de 2023 e julho de 2024, sem garantias de retorno.
- As investigações visam esclarecer crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal prenderam nesta terça-feira, 3, o advogado Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência, o sistema de previdência do estado do Rio de Janeiro. Ele foi localizado e levado para a capital ainda hoje, após ser identificado em Resende, no interior fluminense.
Antunes foi exonerado do cargo em 23 de janeiro, logo após a PF deflagrar operação contra a cúpula do Rioprevidência. O Rioprevidência investiu expressivamente no Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente em novembro.
Segundo a PF, os recursos destinados a aposentados e pensionistas foram aplicados com risco elevado e incompatível com a finalidade do fundo. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, 970 milhões de reais foram investidos em letras financeiras emitidas pelo Master, sem garantias de retorno.
Investimentos no Banco Master
As investigações buscam esclarecer possíveis crimes contra o sistema financeiro, como gestão fraudulenta, desvio de recursos e fraude a públicos e investidores. Também são apurados indícios de associação criminosa e corrupção passiva.
A PF afirma que há indícios de irregularidades nas escolhas de investimentos do Rioprevidência. A apuração envolve nove operações financeiras realizadas no período citado, com desdobramentos em apurações sobre responsabilidades dos gestores.
A defesa de Deivis Marcon Antunes não teve resposta publicada pelo veículo até o momento. A matéria segue com acompanhamentos oficiais da PF e da PRF, sem conclusão definitiva sobre o caso.
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