- Dario Durigan, 41 anos, atual secretário-executivo da Fazenda, é considerado o principal cotado para assumir a política econômica no governo Lula.
- Haddad sinalizou que pode deixar o ministério em fevereiro, mantendo a aposta na continuidade da estratégia fiscal atual.
- A ideia é ter um perfil negociador que preserve o arcabouço fiscal e minimize turbulências com Congresso e investidores.
- Durigan tem relação respeitosa com o presidente Lula, bom trânsito com a Casa Civil e atuação pragmática no Parlamento, sem passagem destacada em partidos.
- Analistas destacam que a condução deve ser técnica e previsível, com o calendário eleitoral potencialmente limitando mudanças, e apontam fragilidade fiscal, com a dívida a 78,7% do PIB em dezembro.
Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, é apontado como o principal cotado para assumir o comando da política econômica no governo Lula em meio ao ano eleitoral. A sinalização de Haddad de deixar o ministério em fevereiro alimenta a aposta em continuidade fiscal.
Durigan, 41 anos, é visto como perfil negociador capaz de preservar o arcabouço fiscal e manter diálogo com Congresso e investidores. No Planalto, a leitura é de que ele não gera crises e mantém boa relação com a Casa Civil, sem radicalizar a pauta econômica.
Analistas destacam que a escolha busca evitar sobressaltos. O desgaste de Haddad, ruídos com o mercado e custos políticos de novas medidas reforçam a ideia de que o novo ministro seja tecnicamente estável e com trânsito político suficiente.
Sobre o perfil e o histórico de Durigan
Advogado formado pela USP e com mestrado pela UnB, Durigan atua há mais de uma década no serviço público. É servidor da Advocacia-Geral da União e figura de confiança de Haddad, com passagem pela gestão pública federal e pela prefeitura de São Paulo.
O trajeto inclui atuação na AGU, assessoria jurídica na Casa Civil durante o governo Dilma, e funções na gestão municipal de São Paulo. Também passou pelo setor privado, ampliando contatos institucionais sem mudar seu papel estratégico junto a Haddad.
A atuação recente dele esteve ligada à articulação de medidas da agenda econômica e a negociações políticas para destravar votações sensibles, em 2023 e 2024. Ainda não houve manifestação pública sobre a eventual nomeação.
Cenário econômico e sinais no mercado
Economistas apontam que a transição tende a manter a condução técnica já acordada para 2026. O foco permanece na continuidade de políticas para recompor receitas e evitar mudanças abruptas na política econômica.
Dados do Banco Central indicam que a dívida atingiu 78,7% do PIB em dezembro, refletindo fragilidades fiscais. A meta fiscal tem sido cumprida em parte pela exclusão de despesas, o que pode ampliar a atenção à gestão do gasto público após 2026.
Especialistas ressaltam que a sucessão de Haddad evidencia limites de autonomia técnica no atual governo, com decisões ainda fortemente alinhadas ao presidente Lula. A definição sobre o sustituto depende de decisão final do presidente.
A expectativa é de que Lula anuncie o escolhido formalmente, caso siga a leitura de continuidade, ou avalie outros nomes caso haja mudança de estratégia. Enquanto isso, Durigan permanece como o nome mais citado no meio político e financeiro.
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