- Aave encerra a carteira Family iOS e dispensa a marca Avara, concentrando todas as operações no Aave Labs.
- A onboarding de novos usuários da Family começa a ser interrompida a partir de 1 de abril, e usuários existentes poderão acessar até abril de 2027.
- A tecnologia central, Family Accounts, continuará sustentando autenticação e carteira embutida em produtos da Aave, sem funcionar como app independente.
- A mudança acompanha a transferência do Lens Protocol para Mask Network, consolidando o foco da empresa em serviços financeiros de produtos específicos.
- A estratégia visa ampliar o foco em aplicações de poupança e empréstimos, simplificando a jornada do usuário e fortalecendo a segurança.
Aave anuncia retirada gradual da carteira Family iOS e encerramento da marca Avara, com todas as operações migrando para o Aave Labs. A medida ocorre ao longo do próximo ano, consolidando o foco da empresa em produtos com finalidades específicas, como poupança e empréstimos, em vez de carteiras abertas ao uso genérico.
A Family deixará de aceitar novos usuários a partir de 1º de abril. Usuários existentes poderão acessar o app até 2027, quando migrarão para a infraestrutura da Aave. A decisão segue a recente transferência do Lens Protocol para o Mask Network, sinalizando uma centralização adicional em soma ao passado de expansão da ecossistema.
Consolidação da marca e produtos
Stani Kulechov explicou que a experiência voltada a objetivos, como poupança, resulta em onboarding mais eficiente do que abordagens genéricas de carteiras abertas. A equipe Family, adquirida pela Avara em 2023, contribuiu com projetos como Aave Pro e o aplicativo móvel, além da identidade da marca.
A tecnologia core, Family Accounts, continuará a autenticação e a funcionalidade de carteira embutida em diversos produtos da Aave, sem operar como aplicativo consumidor autônomo. Usuários atuais manterão controle total de fundos via accounts.aave.com, com acesso e saques gradualmente limitados pelo app.
Cenário regulatório e governança
A mudança ocorre após meses de disputas internas e acusações de manipulação de governança. Em dezembro, a aquisição de cerca de US$ 10 milhões em tokens AAVE levantou críticas sobre o objetivo de aumentar poder de voto. Aave Labs também autorizou uma proposta unilateral sobre ativos de marca, gerando descontentamento entre colaboradores.
Contribuintes apontaram que decisões de produto, como a troca de Paraswap por CowSwap, teriam redirecionado cerca de US$ 10 milhões em taxas para entidades privadas. Dados do Snapshot mostraram concentração de poder em poucos wallets, elevando preocupações sobre domínio de grandes detentores.
Apesar disso, a Aave teve avanço regulatório: a SEC encerrou a investigação sem ação de enforcement, e a empresa obteve autorização MiCA na Europa. Em janeiro, a Lens Protocol foi transferida ao Mask Network, com todas as funções movendo-se para o novo parceiro, mantendo a Lens como infraestrutura permitida.
Aave permanece entre as maiores plataformas DeFi por valor total bloqueado, acima de US$ 45 bilhões em outubro. O fundador, natural da Estônia e criado na Finlândia, planeja lançar o Aave V4, mantendo todas as futuras iniciativas sob a marca Aave Labs.
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