- O CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, pediu confiança dos investidores e disse que queda de preços visa sustentar o crescimento no longo prazo.
- A empresa prevê queda de até 13% nas vendas neste ano, due à pressão de preços nos EUA e à competição de versões genéricas.
- As ações caíram cerca de 20% em Copenhague, reduzindo o valor de mercado para em torno de US$ 215 bilhões.
- A Novo aposta na ampliação de volume com Wegovy: preço mensal reduzido (US$ 149 a US$ 199) para atrair mais pacientes, com nova dose de alta prevista para aprovação no primeiro trimestre nos EUA.
- Mudanças na liderança visam fortalecer presença nos EUA, com a nomeação de novos executivos e ajustes na estratégia de produtos e portfólio.
O CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, pediu confiança aos investidores, afirmando que o crescimento de vendas deverá ser sustentado pela maior adoção de seus tratamentos para obesidade, à medida que os preços caem. A equipe de liderança aposta que o volume compensará a pressão de margens.
A queda recente das ações, motivada pela indefinição sobre a velocidade dessa recuperação, evidencia ceticismo dos mercados. A companhia prevê queda de até 13% nas vendas neste ano, diante da pressão de preços nos EUA e da concorrência de versões genéricas.
Doustdar afirmou que a reversão da tendência ocorrerá receita a receita, ressaltando que preços menores ampliam o acesso a pacientes. A empresa tem mais de 170 mil prescrições este ano para Wegovy na versão atual de menor preço.
Desempenho e preços
A Novo Nordisk reduziu preços para tornar Wegovy mais acessível, o que impacta temporariamente os resultados. A farmacêutica aponta sinais iniciais de demanda positiva no Reino Unido, após aprovação recente do produto.
A empresa também mencionou que uma dose de maior potência do Wegovy deve ser aprovada no primeiro trimestre, ampliando a competição com o Zepbound da Eli Lilly. Além disso, o portfólio internacional ganha foco estratégico.
Reestruturação e próximos passos
Desde agosto, Doustdar reduziu a força de trabalho, mas afirma que não planeja novas demissões em massa neste ano. Em EUA, mudanças na liderança devem potencializar operações e parcerias. Novos executivos devem reforçar a estratégia de produtos e portfólio.
Analistas avaliam que a trajetória depende do equilíbrio entre redução de preços e ganho de volume. O mercado monitora as perspectivas de demanda por obesidade e a evolução de competidores, incluindo genéricos, ao longo de 2026.
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