- O Eco Invest Brasil concluiu o terceiro leilão, com R$ 52,8 bilhões em investimentos privados em participações societárias, elevando o total mobilizado para R$ 128 bilhões com capital interno e externo.
- O leilão, realizado na modalidade equity, teve demanda forte de investidores estrangeiros e destacou investimentos em tecnologias de fronteira, como SAF, baterias e IA para transformação ecológica.
- O governo já programou o quarto leilão para fevereiro, com propostas até o dia 25, voltado para bioeconomia e turismo sustentável na Amazônia.
- O programa utiliza capital catalítico e proteção cambial para reduzir riscos; no terceiro leilão, a alavancagem foi de quase quatro reais privados por cada real público.
- A origem do capital ficou mais diversificada, incluindo investidores norte-americanos, europeus e governo japonês, com interesse crescente de empresas chinesas em cadeias de baterias e sistemas de energia.
O Eco Invest Brasil concluiu seu terceiro leilão, atingindo a maior escala já registrada. A rodada viabilizou 52,8 bilhões de reais em investimentos privados em participações societárias, com forte presença de recursos estrangeiros. O objetivo é financiar a transição ecológica do país, especialmente em setores de agronegócio e bioeconomia.
A iniciativa já mobilizou cerca de 128 bilhões de reais no total, combinando capital interno e externo para projetos sustentáveis. O governo confirmou a previsão de realizar o quarto leilão ainda neste mês de fevereiro, com propostas até o dia 25, ampliando o foco para bioeconomia e turismo sustentável na Amazônia.
O Eco Invest nasceu no âmbito do Plano de Transformação Ecológica, para atrair capital privado e reduzir riscos vistos como obstáculos pelos investidores estrangeiros. O programa funciona sem empréstimos diretos, atuando onde há fricção no mercado e contando com apoio de BID e da Embaixada do Reino Unido.
No terceiro leilão, o formato foi equity, orientado a participação em empresas e fundos. O volume potencial de projetos qualificados, antes de ajustes regulatórios, chegou a cerca de 80 bilhões de reais, indicando alto apetite internacional por ativos verdes no Brasil.
As projeções indicam que a transição energética respondeu por aproximadamente 64,5% dos investimentos, com destaque para SAF, baterias, biogás e armazenagem. O faturamento esperado para a cadeia do SAF pode aumentar o PIB em até US$ 36 bilhões até 2030 e criar cerca de 620 mil empregos.
A bioeconomia aparece como o segundo eixo, com 8,4 bilhões de reais previstos. Destaques incluem biofertilizantes, bioinsumos e alimentos funcionais. O Tesouro aponta que o potencial de superalimentos pode gerar até 41,6 bilhões de reais no PIB até 2030.
O sistema de capital catalítico continua no centro da operação, oferecendo proteção cambial e instrumentos para reduzir riscos. No terceiro leilão, a alavancagem média ficou próxima de quatro reais privados por real público mobilizado, um indicador de eficiência do programa.
O leilão funciona por meio de propostas de bancos e gestoras que indicam quanto capital privado conseguem mobilizar por unidade de recurso público. O maior interesse esteve em equity, que tende a exigir maior confiança e prazos de maturação mais longos.
Em termos de origem do capital estrangeiro, o perfil se diversificou no terceiro leilão, com participação de investidores norte-americanos, europeus e aporte relevante do governo japonês, além de crescente interesse de empresas chinesas em cadeias de baterias e armazenamento.
Os efeitos já começam a se refletir na economia real, com projetos dos primeiros leilões em fases de execução. O pipeline do terceiro leilão aponta para oportunidades no agro, na bioeconomia e na transição energética, com ciclos de investimento mais longos.
Os resultados e a aderência ambiental do Eco Invest passam por auditoria independente e por uma Second Party Opinion, com consolidação prevista para o primeiro semestre de 2028. O Monitor Eco Invest acompanha projetos, localizações e estágios de execução.
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