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Ouro e prata: entre corrida por segurança e especulação

Indicação de Warsh para chefiar o Fed sustenta o dólar e provoca volatilidade em ouro e prata, com investidores em busca de ajustes de juros

Barras de ouro
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  • A indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve provocou queda nos preços da prata e do ouro, evidenciando volatilidade no fim de janeiro.
  • A prata atingiu pico de US$ 117 por onça em 29 de janeiro, caiu 31% na sexta-feira e encerrou ao redor de US$ 85 por onça no pregão de Nova York em 3 de fevereiro.
  • O ouro chegou a cerca de US$ 5,4 mil, recuou para US$ 4,66 mil na sexta-feira e fechou a terça próxima de US$ 4,9 mil, pressionado pela possibilidade de juros menos previsíveis.
  • A incerteza aumentou sobre se haverá dois, um ou nenhum corte de juros, já que Warsh é visto como mais hawkish e pode não favorecer reduções rápidas, fortalecendo o dólar.
  • Analistas destacam que a volatilidade é estruturada, com movimentos rápidos e recuperação recente, e que decisões futuras do Fed, inflação, emprego e PIB influenciarão as cotações.

Entre a corrida por segurança e a especulação, ouro e prata vivenciaram forte volatilidade no fim de janeiro. Movimentos de investidores ante a dúvida sobre a política do Federal Reserve derrubaram as cotações após recordes recentes. A indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed intensificou a queda das moedas metálicas.

A recuperação de parte dos ativos ocorreu rapidamente na semana seguinte, com o ouro oscilar entre perdas e ganhos. O preço da prata atingiu picos históricos no final de janeiro, mas recuou acentuadamente, refletindo a pressa de operadores por liquidez e ajustes de posição. A oscilação foi sentida mundialmente, com reflexos nos mercados de ouro e prata em Nova York e Londres.

Quem está envolvido? O foco recai sobre Donald Trump, que criticou o presidente do Fed, Jerome Powell, e sobre a indicação de Warsh, ex-diretor do Fed, ligada ao Partido Republicano. O cenário alimentou dúvidas sobre o curso de juros, influenciando o apetite por ativos considerados refugio.

Quando isso ocorreu? Os movimentos ganharam intensidade entre dezembro e janeiro, com as mudanças se consolidando em fim de mês. Na sexta-feira (29) a indicação de Warsh tranquilizou parte dos investidores, ampliando a venda de metais. Na semana seguinte, houve recuperação parcial de preços, ainda sob volatilidade.

Onde aconteceu? O efeito se refletiu no mercado internacional, com destaque para o dólar americano, o índice DXY e operações de ouro e prata em Nova York. A pressão externa de câmbio contribuiu para o recuo de metais preciosos, após marcos de alta recentes.

Por quê? A incerteza sobre a direção da política monetária norte-americana, incluindo cenários de juros, alimentou a especulação. A percepção de que Warsh poderia adotar postura mais firme com inflação e juros pesou sobre a demanda por metais como reserva de valor.

Volatilidade e leitura de curto prazo

A volatilidade se revelou rápida e intensa, com quedas acentuadas em dois dias e recuperação subsequente. A prata mostrou maior sensibilidade devido à sua função de reserva de valor aliada à demanda industrial. Analistas destacam que ajustes de lucros são naturais após altas expressivas.

Para o mercado, a correção poderia ter ocorrido mesmo sem a nomeação do novo presidente do Fed, dizem especialistas. A presença de investidores com objetivos variados — longo prazo, alavancagem ou operações diárias — amplifica oscilações em ativos commodities.

Perspectivas para as próximas semanas

A nomeação de Warsh pode seguir influenciando cotações, já que decisões de política monetária costumam impactar dólar, juros e metais. Caso o Fed sinalize novas altas, o dólar tende a se valorizar e o ouro pode sentir pressão adicional.

Especialistas destacam que o impacto é indireto, dependendo de discursos, votos no comitê e da forma como as expectativas são ancoradas. Além disso, indicadores como inflação, emprego e PIB norte-americanos devem permanecer relevantes para o ritmo das oscilações nos metais.

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