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PF apura aquisição de ações do BRB por Vorcaro e ex-executivo da Reag

PF apura compra pulverizada de ações do BRB por Vorcaro, Quadrado e Mansur via fundos, dificultando identificação dos compradores e relação com o Banco Master

PF abre inquérito pra investigar suspeita de gestão fraudulenta no BRB
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  • A Polícia Federal investiga uma compra pulverizada de ações do BRB por Daniel Vorcaro, Maurício Quadrado e João Carlos Mansur, feitas por meio de múltiplos fundos para dificultar o rastreamento.
  • Os investigadores apontam que as aquisições ocorreram como pessoas físicas, mas por estruturas intermediárias, sem informar ao BRB a condição de acionistas.
  • Os acionistas envolvidos teriam posição sem direito a voto, com acúmulo de até 5% das ações do BRB, e a operação ocorreu na gestão anterior do banco.
  • Um relatório de auditoria externa, encomendado pela nova diretoria do BRB, foi encaminhado ao STF, ao Banco Central e à Polícia Federal.
  • Há relação com o caso do Banco Master, com coincidência entre pessoas e fundos envolvidos; a Reag Investimentos também é alvo, enquanto o Master foi liquidado pelo Banco Central em outubro.

A Polícia Federal investiga uma aquisição pulverizada de ações do BRB por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos. Pessoas físicas compraram por meio de fundos e estruturas intermediárias, dificultando a identificação dos compradores. A investigação busca entender por que não houve transparência na participação acionária.

Segundo apurações, Daniel Vorcaro, Maurício Quadrado e João Carlos Mansur atuaram como indivíduos, mas por trás de fundos diversos. O objetivo é esclarecer por que as aquisições não foram informadas como participação acionária ao BRB, descoberta durante as investigações.

A apuração não aponta crime na simples compra de ações; o foco é o modelo utilizado para encobrir identidades. O Banco Master foi liquidado pelo BC em outubro por insuficiência de recursos para honrar compromissos.

Contexto e desdobramentos

A PF já investiga fraudes associadas ao Bank Master, inclusive venda de papéis sem lastro ao BRB no valor de ~R$ 12 bilhões. A gestão do BRB e operações com o Master estão sob escrutínio.

A Reag Investimentos, ligada a Mansur, também virou alvo da PF. A suspeita é de participação na estruturação de fundos que movimentaram recursos de forma atípica, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro.

O relatório de auditoria externa, iniciado em 2 de dezembro a pedido da nova diretoria do BRB, aponta os acionistas sem direito a voto entre Vorcaro, Quadrado e Mansur. A descoberta foi encaminhada ao STF, ao BC e à PF.

Atual estágio e posicionamento do BRB

O documento foi enviado ao gabinete do ministro Dias Toffoli e já havia sido encaminhado ao BC e à PF. O BRB afirma que a auditoria revelou achados relevantes na primeira etapa do relatório.

O banco afirma que, para resguardar créditos e ativos, além de buscar ressarcimento de prejuízos, adotou medidas institucionais, administrativas e extrajudiciais no âmbito da operação Compliance Zero.

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