- Pinterest anunciou cortes de cerca de 15% da força de trabalho, cerca de 700 funcionários, e confirmou investimento ampliado em IA.
- Dois engenheiros criaram um script para identificar quais colaboradores haviam sido demitidos e compartilharam as informações.
- A empresa afirmou que isso violou a política interna e a privacidade dos ex-colaboradores, mas não ficou claro se o compartilhamento foi interno ou com terceiros.
- O CEO Bill Ready disse em reunião que a empresa está em um momento crítico e pediu que quem discordar do caminho siga abrindo espaço para outras oportunidades.
- O episódio ocorre em meio a uma onda de cortes no setor de tecnologia e à queda de ações de empresas ligadas a IA.
Pinterest demite dois engenheiros que criaram ferramenta para identificar trabalhadores demitidos
Pinterest informou que dois engenheiros criaram scripts para identificar quais colaboradores haviam sido desligados em uma rodada de cortes e compartilharam a informação, o que configuraria violação de política interna e de privacidade. O caso chega em meio a um pacote de demissões na empresa.
A empresa, com sede em San Francisco e escritório em Londres, anunciou cortes significativos no início deste mês, estimando uma redução de cerca de 15% da força de trabalho, aproximadamente 700 funcionários. A gestão não informou quais equipes seriam atingidas.
Quem está envolvido e o que aconteceu
A Pinterest confirmou que os dois engenheiros escreveram scripts que acessavam informações confidenciais da empresa para localizar nomes e locais dos demitidos e, em seguida, disseminaram os dados de forma mais ampla. Segundo a própria empresa, houve violação de políticas e de privacidade dos colegas.
Não ficou claro se os funcionários compartilharam as informações apenas com colegas ou também com pessoas externas à Pinterest. A ferramenta em questão era destinada a ferramentas internas de comunicação entre funcionários, conforme informou a BBC, citando uma fonte anônima próxima aos desligamentos.
Contexto e desdobramentos
A Pinterest investe pesado em IA para personalização de conteúdo e automação para anunciantes, porém suas ações no mercado refletem incertezas entre investidores. As ações da empresa já caíram mais de 20% neste ano, diante de pressões sobre plataformas de IA.
Em reunião com a equipe, o CEO Bill Ready destacou que a empresa está buscando uma abordagem mais centrada em IA. Segundo a CNBC, ele disse que o momento é crítico, e que colaboradores podem buscar oportunidades em outros locais caso discordem da direção da empresa.
Paralelos no setor
O episódio ocorre em meio a uma onda de cortes no setor de tecnologia. Na semana passada, a Amazon anunciou a demissão de cerca de 16 mil funcionários em todo o mundo, o segundo grande ajuste em três meses. Empresas como Meta e Autodesk também anunciaram reduções de quadro para priorizar projetos de IA e novas plataformas.
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