- O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, vai a São Paulo na quarta-feira, 4 de fevereiro, para negociar presencialmente a venda de créditos adquiridos do Banco Master.
- O objetivo é reduzir riscos, vendendo carteiras de crédito que o BRB não pretende manter, após a crise envolvendo o Master.
- A lista de ativos em negociação inclui terrenos de alto valor na região da Cidade Jardim, além de imóveis, restaurantes e outros bens.
- A operação visa recompor o caixa do BRB e atrair investidores especializados em ativos problemáticos, que compram com desconto.
- A PF investiga fraudes ligadas ao caso, com suspeitas de compra pulverizada de ações do BRB por empresários ligados ao Master e à Reag Investimentos; mudanças na gestão do BRB ocorreram desde então.
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, anunciou a venda das carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. A operação ocorre em meio a dificuldades provocadas pela liquidação extrajudicial do Master e investigações da Polícia Federal.
Nesta quarta-feira (4), Souza viajou a São Paulo para negociar presencialmente as vendas, que abrangem ativos de baixa qualidade. A gestão busca recompor o caixa e reduzir riscos decorrentes das aquisições feitas desde 2024.
Segundo apuração, a diretoria do BRB já trabalha com potenciais compradores na região da Faria Lima, incluindo fundos especializados em ativos problemáticos. Também há interesse por terrenos e imóveis de alto valor, com partidas distintas de negociação.
Investigações da PF
A PF investiga supostos desvios e fraudes financeiras envolvendo o BRB e o Master. Em maio, o banco regional foi apontado como comprador de R$ 12 bilhões em créditos do Master, sob gestão de ex-diretores. O atual presidente foi indicado após afastamento de Paulo Henrique Costa.
O inquérito aponta aquisição pulverizada de ações do BRB por empresários ligados ao Master e à Reag Investimentos, por meio de fundos e estruturas intermediárias. A apuração considera difícil rastrear os reais compradores.
A denúncia envolve também a possível tentativa de aquisição do BRB pelo grupo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, em operação estimada em R$ 2 bilhões, que foi vetada pelo Banco Central. O caso mantém o BRB sob escrutínio regulatório.
Entre na conversa da comunidade