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Santander Brasil tem lucro conforme projeção no 4º tri, rentabilidade de 17,6%

Santander Brasil fecha o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 4,086 bilhões, ROAE de 17,6% e alta de 13,8% no ano

Sede do Santander Brasil em São Paulo: lucro líquido gerencial ficou dentro da expectativa de R$ 4,09 bilhões estimada pelo consenso de analistas consultados pela Bloomberg
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  • Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial no quarto trimestre de 2025 de R$ 4,086 bilhões, alta de 5,2% sobre o mesmo período do ano anterior e 1,9% em relação ao terceiro trimestre, dentro da previsão de R$ 4,09 bilhões.
  • No total de 2025, o lucro líquido atingiu R$ 15,61 bilhões, ganho de 13,8% frente a 2024.
  • O ROAE ficou em 17,6% no quarto trimestre, mantendo a recuperação pela segunda vez consecutiva.
  • A margem financeira bruta caiu 4% na base anual, para R$ 15,332 bilhões, com marginal negativa de curto prazo de R$ 1,48 bilhão, impactada pela sensibilidade a altas taxas de juros.
  • A carteira de crédito ampliada somou R$ 708,2 bilhões; a inadimplência superior a 90 dias ficou em 0,5%, com provisões para devedores duvidosos em R$ 6,105 bilhões.

O Santander Brasil divulgou seu balanço referente ao quarto trimestre de 2025, apresentando lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões, queda de 5,2% sobre o mesmo período de 2024 e alta de 1,9% ante o terceiro trimestre. O resultado ficou alinhado à previsão de analistas consultados pela Bloomberg, em torno de R$ 4,09 bilhões.

No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 15,61 bilhões, 13,8% acima de 2024. O ROAE, métrica-chave de rentabilidade, chegou a 17,6% no 4T, mantendo-se estável frente aos 12 meses e com leve avanço em relação ao trimestre anterior.

A margem financeira bruta recuou 4% na comparação anual, para R$ 15,332 bilhões, com queda de 0,8% no trimestre. Já a margem com o mercado ficou negativa em R$ 1,48 bilhão, refletindo sensibilidade aos aumentos de juros.

Resultados financeiros e rentabilidade

A margem financeira com clientes somou R$ 16,82 bilhões, alta de 6,6% anual, sustentada por volume, mix e disciplina de preço. Despesas totais somaram R$ 6,63 bilhões, queda de 2,09% em 12 meses, impulsionadas pela sazonalidade.

A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 708,2 bilhões, puxando crescimento de 3,7% no ano e 2,8% no trimestre. A inadimplência superior a 90 dias ficou em 0,5%, com leve alta anual e trimestral.

Pilares de crédito e provisões

As provisões para devedores duvidosos somaram R$ 6,105 bilhões, alta de 2,9% em 12 meses, mas recuaram 6,4% frente ao último trimestre. O banco informou reforço de cobertura ao longo do ano e gestão de riscos mais cautelosa.

Na véspera, as ações SANB11 caíram 2,39% após a divulgação dos resultados da matriz espanhola. No quarto trimestre, o lucro atribuível aos acionistas controladores ficou em € 579 milhões.

O balanço do Santander Brasil sinaliza continuidade da trajetória de recuperação da rentabilidade, com foco em disciplina de gestão e alocação de capital, conforme avaliação divulgada pela empresa.

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