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Taxas de juros caem com dólar forte e queda na produção industrial

Queda de 0,4% na indústria em janeiro pressiona juros e dólar; Copom mantém Selic em 13,75% e dólar cai para R$ 4,80 com viés externo favorável

Juros futuros avançam em toda a curva de olho em fiscal e PIM
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  • A produção industrial brasileira caiu 0,4% em janeiro, na comparação com dezembro, conforme o IBGE, ficando abaixo das expectativas do mercado.
  • A ata do Copom manteve a taxa básica em 13,75% ao ano, sinalizando que redução depende da inflação e do cenário econômico.
  • O dólar comercial fechou em queda de 1,2%, a R$ 4,80, depois de tocar R$ 4,85 durante o pregão.
  • As taxas de juros futuras avançaram ao longo da curva, com visão de manter a Selic estável e preocupação com o cenário fiscal.
  • Mesmo com a pressão de queda na produção e da ata do Copom, ambiente externo favorável e a queda do dólar ajudaram a reduzir juros e moeda norte-americana na abertura do mercado.

O Índice de Produção Industrial (IPI) divulgado pelo IBGE mostrou queda de 0,4% em janeiro ante dezembro, sinalizando revisão negativa para a atividade no curto prazo. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava estabilidade ou leve alta.

A ata do Copom confirmou a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, mas indicou que qualquer recuo dependerá da evolução da inflação e do cenário econômico. A divulgação ocorreu na semana passada, antes do início desta sessão de negociação.

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,2%, cotado a R$ 4,80, após tocar R$ 4,85 durante o pregão. O movimento foi influenciado pela baixa dos preços do petróleo e pela sinalização de política monetária mais acomodativa nos Estados Unidos.

Mercado e juros

As taxas de juros futuras subiram ao longo da curva, com foco em questões fiscais e no cenário macro, refletindo a expectativa de estabilidade da Selic e preocupações com o déficit fiscal. Investidores continuam avaliando a possibilidade de cortes, que permanece distante.

Apesar da pressão causada pela queda da produção industrial e pela ata do Copom, o ambiente externo mais favorável e a trajetória de queda do dólar contribuíram para recuo indireto das taxas de juros e do câmbio na abertura do mercado.

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