- The Washington Post anunciou uma rodada de demissões que afetará as áreas de esportes, internacional e livros, com redução da cobertura internacional e encerramento da seção de esportes.
- O editor executivo Matt Murray comunicou as mudanças pela manhã, em videoconferência, dizendo que não pretende abandonar a missão de informar, mas que há um “reinício do plano estratégico” para priorizar notícias nacionais, políticas, negócios e saúde.
- A seção de esportes será encerrada, mas alguns jornalistas serão reassentados na seção de reportagens que manterá a cobertura cultural esportiva; a seção de livros também será suprimida.
- O departamento de informação local da região de Washington, D. C., sofrerá reestruturação para reduzir custos; o número total de demitidos não foi divulgado, apenas considerado significativo.
- O anúncio ocorre em um contexto de mudanças desde a compra do jornal por Jeff Bezos e de críticas de sindicatos e profissionais sobre o impacto no jornalismo, com avaliações de impacto na confiança dos leitores.
The Washington Post anunciou nesta quarta-feira uma rodada generalizada de demissões em sua redação. A medida prevê o fechamento da seção de esportes e a redução da cobertura internacional, com queda no número de correspondentes no exterior e de enviados especiais a outros países. A direção também priorizará informações nacionais e políticas.
O editor executivo Matt Murray informou as mudanças na manhã de videoconferência com o elenco, apresentando o que chamou de reinício do planejamento estratégico para o futuro do jornal. Segundo Murray, todos receberiam avisos por e-mail sobre manter ou não o emprego, sem detalhar o número total de desligamentos, que classificou como significativos.
A reestruturação inclui o encerramento da seção de esportes e de livros. Parte dos jornalistas da área esportiva será realocada para a cobertura de cultura esportiva, mantendo o acompanhamento de temas relevantes. O setor de informação local de Washington, D. C., também passará por ajustes para reduzir custos.
Medidas anunciadas
A empresa afirmou que o foco será reforçado em política e informações nacionais, além de ampliar conteúdos ligados a negócios, empresas e saúde. A direção admitiu que as mudanças trarão impacto para o sistema de notícias do jornal, reconhecendo a decepção entre equipe e leitores diante do reajuste.
O jornal, fundado em 1877, tem uma história marcada por grandes reportagens. Nos últimos anos, o papel de inovação tecnológica esteve na mira de Jeff Bezos, atual proprietário, que comprou o veículo em 2013. A Redação enfrenta pressões de mercado e contínuo processo de ajuste de pessoal.
O sindicato dos trabalhadores da região de Washington-Baltimore comunicou oposição aos desligamentos, afirmando que afetarão mais de 3.300 profissionais e prejudicarão o jornalismo rigoroso e independente que o Post vem oferecendo. Tempos difíceis para a imprensa tradicional são citados como contexto para a decisão da direção.
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