- A ANP autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas, após a paralisação de janeiro, causada por vazamento em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa.
- O vazamento não representou risco ambiental nem passou perto de ameaçar pessoas; o fluido utilizado é biodegradável e dentro dos limites de toxicidade, sem danos à fauna, flora ou comunidades costeiras.
- A retomada depende do cumprimento integral das condicionantes e das medidas mitigadoras apresentadas pela Petrobras, como a substituição de parte dos componentes dos equipamentos envolvidos.
- Entre as exigências estão a substituição de todos os selos das juntas do riser, comprovante de treinamento atualizado de todos os trabalhadores, revisão do plano de manutenção e uso de juntas de riser reserva apenas com certificados de conformidade.
- A banda ambiental foi autorizada em outubro do ano anterior pelo Ibama, com o poço no bloco FZA-M-059, profundidade prevista de sete mil metros, localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa, considerada estratégica para ampliar reservas.
A ANP autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas, na costa do Amapá, após a paralisação iniciada no começo de janeiro. O retorno depende da conclusão das medidas mitigadoras e do cumprimento das condicionantes, conforme o órgão regulador.
O episódio anterior envolveu um vazamento de fluído em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros do continente. Segundo a Petrobras, o vazamento não trouxe risco ambiental nem ameaça à segurança.
A ANP informou que a decisão de reativar as atividades considerou análises técnicas detalhadas e as medidas propostas pela Petrobras, incluindo a substituição de componentes para prevenir novos incidentes. A retomada só ocorrerá após o integral cumprimento das exigências.
Entre as exigências estão a troca de todos os selos das juntas do riser, a comprovação de treinamento atualizado de todos os trabalhadores, a revisão do plano de manutenção preventiva e o uso de juntas de riser reserva apenas com certificados de conformidade.
A agência também informou que realiza, desde o dia 2 deste mês, uma auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda para verificar o cumprimento dos protocolos técnicos e de segurança previstos.
A licença ambiental para a perfuração foi concedida pelo Ibama em 20 de outubro do ano passado, após análise que teve início em 2020. O poço em questão está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a aproximadamente 175 quilômetros da costa.
A região é considerada estratégica para ampliar reservas, com estimativas de até 10 bilhões de barris de petróleo, além de contribuir para a segurança energética do país. A Petrobras iniciou as atividades de perfuração no mesmo dia em que a licença foi concedida.
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