- Brad Karp renuncia à presidência da Paul, Weiss; a liderança será substituída pelo sócio Scott Barshay.
- A saída ocorre após a divulgação de e-mails entre Karp e Jeffrey Epstein, incluindo encontros com o financiador e a tentativa de conseguir um emprego do filho em uma produção de Woody Allen.
- A firma informou que Karp lamenta as interações, e ele presidiu a empresa desde 2008, tendo aumentado a receita anual para mais de US$ 2,6 bilhões em 2024.
- Karp também atuou como arrecadador de fundos democratas e conheceu Epstein por meio de seu trabalho representando Leon Black; houve críticas sobre um acordo de trabalho pro bono com a Casa Branca.
- Barshay assume o posto e já comandava o departamento corporativo; a Paul Weiss emprega mais de mil advogados e atua representando grandes instituições, como Apollo e Citigroup.
Brad Karp deixou a liderança do escritório Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison, após a divulgação de e-mails dele com Jeffrey Epstein. O substituto será o sócio Scott Barshay, anunciou o escritório nesta quarta-feira.
Karp ocupava o cargo desde 2008 e ajudou a ampliar a receita anual do escritório para mais de US$ 2,6 bilhões em 2024. Segundo a firma, ele pediu demissão após a divulgação de mensagens que mostram contatos pessoais com Epstein, incluindo encontros com o financiador, que já estava condenado.
A Paul, Weiss informou que Karp reconheceu que as matérias recentes criaram uma distração inadequada aos interesses da empresa. Em comunicado, a firma afirmou que ele se mostrou contrito em relação às interações com Epstein.
Conexões com Epstein e repercussões
De acordo com uma revisão de e-mails realizada pela Reuters, obtidos entre os documentos vinculados a Epstein, Karp participou de jantares com Epstein e buscou ajuda para colocar seu filho em uma produção de cinema de Woody Allen.
O relacionamento de Karp com Epstein decorreu da atuação dele como representante de Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Além disso, a Paul Weiss recebeu críticas por um acordo de pro bono com o governo americano, firmado em março, que envolvia milhões de dólares de trabalho gratuito para causas apoiadas pela Casa Branca, em troca de uma possível revogação de ordens executivas de Trump.
A firma, que emprega mais de 1.000 advogados, é conhecida por representar grandes instituições financeiras como Apollo e Citigroup em negócios e litígios. Barshay, que assume a liderança, já presidia o departamento corporativo da firma.
Entre na conversa da comunidade