- O governo de Butão movimentou mais de US$ 22 milhões em BTC de carteiras soberanas na última semana.
- Uma transação, há cinco dias, foi enviada diretamente para endereços ligados à market maker QCP Capital, segundo Arkham; as operações seguem o padrão de vendas periódicas desde que o país começou a minerar BTC em 2019.
- Arkham aponta que Butão vende BTC em clipes de cerca de cinquenta milhões de dólares, com período de maior venda entre meio e fim de setembro de 2025.
- O portfólio cripto do país caiu mais de setenta por cento, de US$ 1,4 bilhão no auge para US$ 412 milhões atualmente.
- Segundo Bitcoin Treasuries, Butão continua como o sétimo maior detentor governamental de BTC; as transferências recentes não sinalizam liquidação, apenas rearranjo interno, com saldos estáveis.
O governo de Butão movimentou mais de US$ 22 milhões em Bitcoin das carteiras soberanas na última semana, segundo dados públicos de blockchain. As transações ocorreram em meio a uma sequência de vendas periódicas iniciadas pelo país após começar a minerar BTC em 2019.
Um único envio, há cinco dias, foi realizado para endereços ligados ao market maker QCP Capital, conforme dados agregados pela Arkham. As operações seguem o padrão de vendas em blocos que Butão tem adotado ao longo dos anos.
De acordo com a Arkham, o país costuma vender BTC em clips de aproximadamente US$ 50 milhões e houve um período mais intenso de vendas entre a segunda quinzena de setembro de 2025. Os movimentos ocorrem mesmo com a valorização e a queda recentes do mercado.
Contexto de mineração e carteira pública
A mineração de Bitcoins em Butão começou em 2019, com relatos de forte atividade até 2023. Estimativas indicam que o país minerou cerca de 8.200 BTC em 2023, o que corresponde ao maior ano de mineração, com produção menor nos anos seguintes.
Segundo a Bitcoin Treasuries, Butão segue como o sétimo maior detentor governamental de BTC, mesmo após quedas de preço e ajustes de portfólio. O saldo geral das carteiras públicas não apresentou mudanças significativas recentemente, sugerindo maior ênfase em reallocação interna ou custodial.
Entre na conversa da comunidade