- A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, afirmou que a empresa atua conforme o planejamento estratégico, com operação regular e seguindo a governança corporativa.
- O suporte vem após o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes apontar “fatos graves” e “desastrosa condução” em notificação extrajudicial à Ligga e à controladora BP Participações S.A.
- Lopes, que detém 4,13% das ações via SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias, diz haver indícios de que recursos de debêntures incentivadas não foram investidos na infraestrutura, contrariando a finalidade do papel fiscal.
- Alega ainda que R$ 400 milhões do caixa teriam sido aplicados em o Master, banco liquidado pelo Banco Central, hoje considerado irrecuperável.
- A Ligga mantém tratativas não vinculantes para venda da operação à Brasil Tecpar; a SR22 diz não ter recebido informações adequadas sobre as negociações, enquanto Rosangela destaca o momento positivo da companhia desde a nomeação em novembro de 2024.
A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou nesta quinta-feira (5) uma nota pública reafirmando que a empresa atua conforme seu planejamento estratégico, com operação regular, em linha com a legislação e com os contratos firmados, seguindo as melhores práticas de governança corporativa. Ela afirmou ainda que a companhia permanece dentro do previsto pelos órgãos reguladores.
A mensagem ocorre após o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes, via SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias, apresentar uma notificação extrajudicial à Ligga e à controladora BP Participações S.A., citando fatos graves e uma gestão apontada como desastrosa. Lopes detém 4,13% das ações.
Segundo Lopes, há indícios de que recursos de uma emissão de debêntures incentivadas não teriam sido aplicados na infraestrutura, contrariando a finalidade que justificaria o benefício fiscal. O empresário também aponta que cerca de R$ 400 milhões do caixa da Ligga teriam sido aplicados no Banco Master, instituição que hoje esteve sob intervenção do Banco Central e ficou irrecuperável em virtude da liquidação.
Além disso, a Polícia Federal apura a possibilidade de Nelson Tanure atuar como sócio oculto do Banco Master, influenciando fundos e estruturas societárias complexas. Tanure nega as acusações. Em 14 de janeiro, ele foi alvo da Operação Compliance Zero, com apreensão de seu celular.
Ambiente de governança e posição da CEO
Rosangela afirma que as informações da empresa são públicas, auditadas por firmas independentes e supervisionadas por reguladores competentes. Ela ressaltou que discussões de natureza particular não devem desviar o foco da preservação do valor da Ligga e do cumprimento de compromissos com clientes, parceiros, colaboradores e organismos reguladores.
A executiva assumiu a comando da Ligga em novembro de 2024, substituindo o então presidente Wendell de Oliveira. Em seu relato, Rosangela afirma que a Ligga vive um momento positivo, com expansão de operações, aumento da base de clientes e evolução de produtos e soluções.
A Ligga mantém tratativas de caráter exploratório e não vinculante para a venda da operação à Brasil Tecpar, conforme as partes envolvidas. Contudo, a SR22 alega não ter recebido informações adequadas sobre as negociações e demanda clareza sobre o processo.
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