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Estapar fecha 2025 com receita recorde no quarto trimestre, impulsionada por plataformas digitais que já respondem por 21,8% do faturamento

Número de datacenters cresceu 628% no Brasil entre 2013 e 2023 - Foto: Sergei Starostin / Pexels
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  • A Estapar fechou 2025 com receita líquida no quarto trimestre de R$ 499,7 milhões, alta de 16,1% ante o mesmo período de 2024, novo recorde trimestral.
  • Plataformas digitais, incluindo Zul+, já respondem por 21,8% da receita líquida, contra 19,5% há um ano; a empresa amplia contratos de longo prazo em ativos prime e opera em 18 estados e 96 municípios.
  • A Lepas, nova marca chinesa do Grupo Chery, chegará ao Brasil em 2026 com SUVs L4, L6 e L8, com planos de atuar fora da China e alcançar até 45 países até 2027.
  • O mega-data center do TikTok no Ceará envolve investimento de cerca de R$ 200 bilhões, com primeira data hall em 2027 e capacidade inicial de 200 MW; a operação deve gerar mais de 4 mil empregos ao longo das fases.
  • A Femsa assumiu 100% da rede de minimercados Oxxo no Brasil, encerrando a joint venture Grupo Nós com a Raízen e ampliando o controle sobre expansão, sortimento e tecnologia no país.

A Estapar encerrou 2025 com crescimento robusto, reforçando a posição da empresa como hub de mobilidade e serviços digitais. No quarto trimestre, a receita líquida atingiu 499,7 milhões de reais, alta de 16,1% frente ao mesmo trimestre de 2024, impulsionada pela expansão operacional e pelo fluxo de veículos em aeroportos, shoppings e zonas azuis.

As plataformas digitais da companhia, entre elas o Zul+, aplicativo da Zona Azul de São Paulo, passaram a responder por 21,8% da receita líquida, ante 19,5% um ano antes. Serviços como reservas de vagas, gestão de estacionamento rotativo, além de soluções financeiras e seguros, ampliam o ecossistema. Contratos de longo prazo em ativos prime também ajudam a previsibilidade de caixa.

No terceiro trimestre de 2025, a Estapar já havia registrado receita de 486 milhões de reais e lucro líquido de 7,8 milhões, com redução da alavancagem e geração de caixa. A presença em 18 estados e 96 municípios busca consolidar a empresa como infraestrutura crítica da mobilidade urbana, com modelo resiliente e digital.

Nova marca e expansão externa

A Lepas, nova marca chinesa do Grupo Chery, pretende chegar ao Brasil em 2026 com foco em SUVs. Criada em 2025, a divisão internacional mira mercados fora da China, utilizando oito centros globais de P&D. A meta é operar em até 45 países até 2027, com produção e venda de 500 mil veículos anuais e quase 1,2 mil pontos de venda.

O portfólio inicial traz os modelos L4, L6 e L8, com foco tecnológico. O L4 é SUV compacto de cerca de 4,3 metros, com motor 1.5 turbo e possibilidade de versões elétrificadas. O L6 visualiza o segmento médio, com motor 1.6 turbo de 187 cv e potenciais híbridos. O topo é o L8, híbrido plug-in, com quase 275 cv e mais de 100 km de autonomia elétrica.

A estreia brasileira está prevista para o segundo semestre de 2026, possivelmente com o L4, ainda sem definição de mix ou preços em relação às bandeiras do grupo já presentes no Brasil, como Chery, Omoda/Jaecoo e Jetour.

Dados sobre o Ceará e o TikTok

O data center de hiperescala do TikTok no Ceará é um dos maiores projetos de infraestrutura digital no Brasil. A ByteDance planeja investir cerca de 200 bilhões de reais no complexo, instalado na ZPE do Pecém, em parceria com Omnia e Casa dos Ventos, responsáveis por parques eólicos para suprir a unidade.

As obras começaram neste mês, com operação do primeiro data hall prevista para 2027 e capacidade inicial de 200 MW de TI. A iniciativa demanda consumo de energia equivalente ao de uma cidade de 500 mil habitantes e deve gerar mais de 4 mil empregos ao longo de construção e operação.

Oxxo no Brasil sob controle total

A Femsa anunciou o controle total da rede de minimercados Oxxo no Brasil, encerrando a joint venture Grupo Nós com a Raízen. A operação passa a ser integralmente controlada pela Femsa, alinhando o varejo brasileiro ao modelo já consolidado no México, onde a Oxxo soma mais de 19 mil unidades.

A mudança dá à Femsa maior autonomia para expandir, escolher o sortimento, implementar tecnologia e serviços agregados. A estratégia busca replicar o desempenho e a escalabilidade já observados na América do Norte e na América Latina.

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