- A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta para apurar irregularidades na gestão de recursos da Amprev, regime próprio de previdência do Amapá.
- O foco são investimentos da Amprev em letras financeiras do Banco Master, totalizando aproximadamente R$ 400 milhões.
- Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Macapá; entre os alvos estão o diretor-presidente Jocildo Silva Lemos e dois membros do comitê de investimentos.
- A PF investiga gestão temerária e gestão fraudulenta, com suspeita de aplicação de recursos em ativos de alto risco sem garantias do Fundo Garantidor de Créditos, e de pareceres técnicos desconsiderados.
- O montante representa cerca de 4,7% do patrimônio da Amprev; a apuração envolve a indicação do presidente da Amprev por Davi Alcolumbre, sem que ele seja investigado.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 6, a Operação Zona Cinzenta para apurar irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual do Amapá. O foco são investimentos da Amprev em letras financeiras do Banco Master, somando cerca de 400 milhões de reais.
A investigação mira a tomada de decisão na Amprev, incluindo o diretor-presidente Jocildo Silva Lemos e dois integrantes do comitê de investimentos. Segundo as informações, eles teriam votado favoravelmente às aplicações em três reuniões ocorridas em julho de 2024.
A PF investiga crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta, com a hipótese de aplicar recursos de previdência em ativos de risco elevado sem garantias do Fundo Garantidor de Créditos. A apuração busca entender se houve alertas técnicos desconsiderados.
O montante investido representa aproximadamente 4,7% do patrimônio da Amprev. Na época, a autarquia alegou que as decisões seguiram a política de investimentos e que a taxa de retorno oferecida pelo banco era mais vantajosa.
A operação tem desdobramentos políticos, visto que o atual presidente da Amprev foi indicado ao cargo por Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado. Alcolumbre afirmou que assumiu a função após convite do senador, embora não seja alvo da investigação.
A PF informou que o caso tramita em primeira instância e encontra-se sob sigilo. O objetivo central é reconstruir toda a cadeia de decisões que levou aos aportes e verificar eventuais impactos aos pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores.
O Ministério Público Federal e órgãos de controle acompanham o desdobramento, que envolve investimentos públicos de grande vulto. A apuração deve esclarecer se houve influência de atores externos ou internos na condução das operações.
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