- Setor de tecnologia dos EUA teve semana negativa na bolsa de Nova York após anúncios de maiores gastos com IA por Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft, totalizando US$ 660 bilhões neste ano (alta de 60% em relação a 2025).
- Amazon informou investimento de US$ 200 bilhões em IA em 2026, o que ajudou a queda de suas ações na sexta-feira.
- Alphabet também sinalizou gasto intenso com IA, contribuindo para a queda do Nasdaq, que fechou em seu menor nível em mais de dois meses.
- Nvidia e AMD tiveram valorização após os planos de investimento em IA, enquanto empresas de software e serviços de dados buscaram amenizar as perdas na sexta.
- Líderes de big techs defenderam que IA é ferramenta que amplia, não substitui, negócios de software; ainda assim, há receio de impacto da IA no crescimento de outras áreas.
O setor de tecnologia teve uma semana difícil na bolsa de Nova York, reflexo da preocupação com gastos em inteligência artificial. Grandes empresas anunciaram planos de investimento expressivos, elevando o peso do tema no mercado.
Amazon, Google, Meta e Microsoft comunicaram, juntos, um total de US$ 660 bilhões para IA neste ano, segundo o Financial Times. O montante representa um aumento de 60% em relação a 2025.
Na sexta-feira, as ações da Amazon recuaram após a divulgação de um plano de investir US$ 200 bilhões em IA em 2026. Na véspera, a Alphabet também sinalizou novas apostas, contribuindo para a queda do Nasdaq.
Apesar do recuo, houve comoção positiva em alguns players. Nvidia e AMD tiveram valorização nas ações na sexta-feira, impulsionadas pela demanda de chips para IA.
Entretanto, setores de software e serviços de dados enfrentaram quedas ao longo da semana, afetados pela percepção de que IA pode reduzir demanda por negócios tradicionais. Empresas como Oracle, Palantir, Salesforce e SAP sentiram o impacto.
Lideranças do setor tentaram tranquilizar o mercado. O CEO da Nvidia afirmou que as ferramentas de software não estão em declínio, e que a IA complementa, não substitui, soluções existentes.
Sunndar Pichai, do Google, também comentou que a IA é uma ferramenta capacitadora, destacando oportunidades para empresas que aproveitam o momento. A avaliação foi compartilhada por executivos de outras companhias.
Analistas destacam que, após fases de otimismo, surgem períodos de avaliação mais contida. Em 2025, a demanda por ações ligadas à IA impulsionou os índices, mas resultados fracos recentes elevam cautela.
Em janeiro, a Microsoft registrou valorização expressiva, mas houve preocupação com a rentabilidade diante de investimentos maciços em data centers para IA. A empresa informou crescimento de receita em nuvem, com margens pressionadas.
A fala dos executivos reforçou a ideia de que a IA tende a mudar serviços de software e análise de dados, mas não necessariamente substituir tais áreas. O ritmo de crescimento pode se manter, mesmo com maior adesão à IA.
Para investidores, a dúvida persiste: a ascensão da IA pode ampliar ganhos de algumas empresas ao custo de outros setores? A resposta ainda depende de próximos resultados e da efetividade das aplicações anunciadas.
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