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Bolsa recua após rali; JP Morgan, XP e Citi traçam cenário

Mercado segue guiado por fluxos externos, com possível correção de curto prazo após o rali; especialistas recomendam compras em quedas e preferem bancos, energia e commodities

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  • O mercado brasileiro continua guiado pelo fluxo externo neste ano, sem refletir totalmente notícias locais até o momento.
  • A conversa envolveu três estrategistas-chefes de ações: André Mazini, do Citi; Emy Shayo, do J. P. Morgan; e Fernando Ferreira, da XP.
  • Emy Shayo afirmou que o corte de juros deveria ser bem maior para atrair investidores locais de volta à Bolsa.
  • André Mazini disse que pessoas físicas costumam investir em ações quando o CDB rende menos, mesmo que isso não faça sentido econômico.
  • Fernando Ferreira apontou espaço para uma correção de curto prazo após o rali, sugerindo que o mercado “caiu, comprou”; as top picks incluem bancos, elétricas, produtoras de commodities e incorporadoras, com cautela para small caps.

A mesa redonda reuniu três dos principais estrategistas de ações do Brasil para debater o comportamento da bolsa neste ano. O consenso foi de que o mercado segue mais influenciado por fluxos externos do que por notícias locais, mantendo esse viés de gestão de preço por entrada de capitais estrangeiros.

Entre os participantes estavam André Mazini, do Citi, Emy Shayo, da J.P. Morgan, e Fernando Ferreira, da XP. Cada um avaliou cenários de curto prazo, destacando que a atratividade de ações depende de fatores externos e da percepção de valuation interno, com foco em setores-chave.

Shayo aponta que o ciclo de cortes de juros precisa ser mais agressivo para atrair o investidor doméstico de volta à bolsa, enquanto Mazini lembra que deficits de renda real entre os poupadores limitam a busca por rendimentos locais. Ferreira vê espaço para correção de curto prazo após o rali recente, sugerindo que o momento pode favorecer compras em baixa.

Quanto às perspectivas para o ano, os especialistas destacaram preferências setoriais em bancos, energia elétrica, commodities e incorporadoras. Em contrapartida, mostraram cautela com as ações de menor capitalização, dadas as dinâmicas de fluxo externo que dominam o mercado neste momento.

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