- The Line será transformada em centro de dados devido aos cortes e à reavaliação financeira do projeto Neom.
- O plano original, lançado em 2017, previa uma megacidade linear de 170 quilômetros, com energia renovável e transporte exclusivo por linha de metrô.
- Até o fim de 2024, apenas 2,4 quilômetros haviam sido concluídos, suficientes para cerca de 300 mil pessoas.
- Uma auditoria interna indica que o Neom pode ser reduzido pela metade, adotando um formato mais viável e com orçamento menor.
- O Fundo de Investimento Público saudita registrou redução de cerca de 8 bilhões de dólares no valor dos gigaprojetos no fim de 2024, enquanto o país precisa manter compromissos como a Expo 2030 e a Copa do Mundo de 2034.
O The Line, megacidade prevista no deserto de Tabuk, na Arábia Saudita, será convertida em centro de dados. A mudança faz parte de um recuo do projeto Neom, diante de dificuldades financeiras e de viabilidade.
O anúncio de 2017, feito pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, tinha como objetivo diversificar a economia saudita com turismo e inovação. O plano incluía o The Line, uma cidade linear de 170 km, movida por energia renovável e sem carros.
O projeto mirava ainda dois arranha-céus de 500 metros de altura e um transporte totalmente baseado em metrô subterrâneo. Esperava-se atender cerca de 1,5 milhão de pessoas até 2030.
Em 2024, o cronograma foi rebaixado: apenas 2,4 quilômetros da cidade seriam concluídos até 2030, para cerca de 300 mil habitantes, segundo relatos da época. A ampliação do projeto ficou sob avaliação.
Neste ano, o Financial Times publicou que o Neom deve sofrer cortes adicionais pela metade. O periódico teve acesso a um relatório interno de auditoria, indicando ajustes necessários para a viabilidade financeira.
Com a auditoria, o governo saudita repensa estratégias. A meta é transformar o The Line em centro de dados, alinhando o país a um polo digital e de inteligência artificial. O ajuste ocorre em meio a desafios de financiamento do Fundo de Investimento Público (PIF).
A queda do preço do petróleo impacta os rendimentos do PIF, tornando insustentável financiar o projeto original. Além disso, o país precisa manter compromissos como a Expo 2030 e a Copa do Mundo de 2034, com infraestrutura pronta.
Ao final de 2024, o PIF registrou uma redução de 8 bilhões de dólares em seus grandes projetos nacionais, conforme relatório divulgado em agosto de 2025. O recálculo reforça a necessidade de priorizar prioridades mais viáveis.
O príncipe Mohammed bin Salman terá que redesenhar estratégias para manter compromissos internacionais sem comprometer a estabilidade financeira. O desafio inclui a continuidade de eventos programados, como os Jogos Asiáticos de Inverno já adiados.
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