- A safra de soja do Brasil 2025/26 foi estimada em 180 milhões de toneladas pelo USDA, 2 milhões acima do projetado em janeiro, e 8,5 milhões a mais que a temporada anterior.
- A colheita já está em andamento no país, que é o maior produtor e exportador global de soja.
- A revisão ocorre em meio a forte concorrência de produtores sul-americanos para as vendas globais, incluindo a China que deve ampliar as importações no primeiro semestre.
- A China já adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA após o descongelamento das relações, com compras concentradas em Sinograin e Cofco.
- A projeção para a safra de milho do Brasil 2025/26 permanece em 131 milhões de toneladas, estável em relação a janeiro.
A safra de soja do Brasil para 2025/26 foi estimada pelo USDA em 180 milhões de toneladas, em relatório mensal divulgado nesta terça-feira (11). A colheita está em andamento e o país registra recorde histórico. A projeção indica aumento de 2 milhões de toneladas diante de janeiro.
Segundo o USDA, o Brasil deve superar em 8,5 milhões de toneladas o registro da temporada anterior. A estimativa foi revisada à medida que a colheita avança e os rendimentos aparecem mais fortes do que o esperado.
O órgão norte-americano destacou que a safra recorde ocorre em meio à competição com produtores sul-americanos nas vendas globais. A China deve ampliar as compras de soja brasileira no primeiro semestre, estimuladas por preços competitivos.
O que acontece com o milho
O USDA manteve a previsão de 131 milhões de toneladas para a safra de milho 2025/26 no Brasil, sem alterações em relação a janeiro. Analistas chegaram a estimar um aumento para cerca de 132,58 milhões.
A maior parte do milho brasileiro vem da segunda safra, ainda em plantio e sujeita às condições climáticas ao longo do ciclo. O clima favorável à soja não foi suficiente para impulsionar o milho.
O relatório também atualizou as perspectivas para a Argentina, permanecendo com 53 milhões de toneladas de milho e 48,5 milhões de toneladas de soja. Analistas previam, em média, quedas modestas nessas culturas.
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