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Europa dá passos iniciais rumo a um crescimento econômico

UE busca ações rápidas para destravar capital e acelerar o crescimento, via reformas pragmáticas e coalizões de países dispostos a avançar

French President Emmanuel Macron (right) takes a walk with new German Chancellor Friedrich Merz in the grounds of Elysee Palace on May 07, 2025 in Paris, France.
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  • A UE busca reformas rápidas para destravar capital e impulsionar o crescimento, privilegiando medidas práticas em vez de grandes designs institucionais.
  • O BCE indica barreiras internas pesando como tarifas altas nos mercados de bens e serviços; Lagarde destaca atraso em áreas-chave como tecnologia, IA e financiamento.
  • Um relatório da Bocconi sugere passos concretos em 12 a 18 meses: novos instrumentos de poupança, planos de pensão definidos, plataforma europeia de listagem, reacender mercados de securitização e maior uso do sistema T2S, com apoio do setor privado.
  • Há pilotos e propostas em curso, incluindo o rótulo “Finance Europe” para poupança com foco em ativos europeus, além de esforços franco-alemães para aumentar investimento de risco e reforma de pensões.
  • Em linha de ação, seis economias-chave (Alemanha, França, Espanha, Itália, Polônia e Holanda) se comprometeram a avançar em união de mercados de capitais, papel do euro e acesso a minerais críticos, com reuniões a partir de fevereiro para avaliar adesão às mudanças.

A União Europeia encara um alcance limitado de reformas rápidas, mesmo diante de um diagnóstico comum de baixo crescimento, competitividade e produtividade. Líderes e especialistas defendem medidas pragmáticas para destravar capital e sustentar o mercado único, sem depender de planos institucionais longos.

Segundo fontes, há ênfase em ações rápidas em nível europeu para enfrentar gargalos do mercado de bens, serviços e finanças. Pierre Gramegna, chefe do Mecanismo Europeu de Estabilidade, destacou a necessidade de decisões comuns que avancem sem exigir perfeição legal. A ideia é agir com mais rapidez.

Apesar do avanço parcial do mercado único de bens, o setor de serviços permanece fragmentado. A BCE aponta barreiras internas equivalentes a tarifas altas, dificultando o crescimento em áreas como tecnologia, IA e financiamento. Christine Lagarde ressaltou que o mercado interno estagnou nessas regiões estratégicas.

Além disso, europeus tendem a investir mais em dinheiro vivo e depósitos, o que reduz o ritmo de alocação em setores de alta produtividade. Lagarde informou que residentes da zona do euro concentram quase 10% de seus investimentos em ações dos EUA, impulsionando a liquidez de mercados norte-americanos.

A reconsideração da União de Poupanças e Investimentos ganha força, com propostas para conectar poupanças a investimentos produtivos na UE. Pesquisadores defendem instrumentos de poupança com vantagens fiscais, maior simplicidade e opções de jurisdição, além de planos de pensão com contribuição definida.

O impulso inclui também plataformas de listagem euro‑wide para manter mais empresas dentro da Europa e estimular captação de capital local. Ideias anteriores de recorrer a mercados norte‑americanos costumam oferecer maior liquidez e avaliações mais altas.

Especialistas sugerem reacender o mercado de securitização para liberar liquidez, criar uma plataforma central para ativos padronizados e ampliar o uso do sistema TARGET2-Securities. Tais medidas demandam engajamento do setor privado e apoio nacional.

Em janeiro, um estudo da Bocconi sugeriu que a Europa atinja resultados concretos primeiro, mantendo reformas mais amplas para depois. As seis recomendações centrais envolvem estimular poupanças para startups, incentivar planos de pensão e criar instrumentos de investimento mais acessíveis.

Longas discussões sobre opções legais continuam, com estudos destacando que acordos entre menos membros podem acelerar projetos críticos. Recomendações indicam que certas medidas funcionem com coalizões de países dispostos a agir rapidamente.

Na prática, ministros de seis grandes economias — Alemanha, França, Espanha, Itália, Polônia e Países Baixos — comprometeram-se a avançar com a união de mercados de capitais, papel internacional do euro, defesa e aquisição de minerais estratégicos. O esforço visa reduzir entraves do processo decisório da UE.

Entre fevereiro e março, novas reuniões de alto nível devem revelar se há reconhecimento amplo de um momento decisivo para a Europa. O acompanhamento mostrará se ações efetivas sairão do papel em curto prazo.

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