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Galípolo defende BC conservador para calibrar juros e fala em movimentos suaves

Galípolo defende juros suaves e calibragem conservadora até março, mantendo o BC estável diante de incertezas e eleições, com cortes esperados pelo mercado

Gabriel Galípolo diz que o BC tem que tentar suavizar os ciclos, a postura faz parte do mandato do Presidente do Banco Central.
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  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, defendeu uma postura conservadora para calibrar a Selic em março, com base em dados e na busca por serenidade na decisão.
  • Ele comparou o BC a um transatlântico, dizendo que a instituição não pode fazer grandes mudanças e atua de forma gradual.
  • O BC sinalizou manter a confiança ao aguardar 45 dias antes de iniciar o ciclo de cortes, em meio a projeções incertas.
  • Na B3, havia expectativa de corte de 50 pontos-base em março, com outras possibilidades menores; a sinalização do BC é acompanhada pelo mercado.
  • Galípolo destacou que a atuação do BC não depende de pesquisas eleitorais e que o cenário monetário tem horizonte além das campanhas, destacando o mercado de trabalho apertado como fator relevante para a inflação.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a postura conservadora da autarquia ao usar dados para calibrar os juros previstos para março, destacando serenidade na decisão. O comentário ocorreu durante evento promovido pelo BTG Pactual.

Em discurso, Galípolo comparou o BC a um transatlântico, reforçando que mudanças abruptas não fazem parte do protocolo e que a entidade atua de forma moderada para suavizar ciclos. O objetivo é reduzir volatilidades sem depender de movimentos acelerados.

Mercado financeiro avaliava, na última segunda, alta probabilidade de corte de 50 pontos-base no ciclo de juros, com 66% de chances; 25 pontos-base tinham 24% de perspectiva. O BC não indicou sinal de revisão de comunicação.

Em janeiro, a taxa Selic ficou em 15% ao ano, com sinalização de início de cortes em março. Galípolo disse que não revelará planos para o restante do ano para evitar distorções geradas pela incerteza.

Sobre o ambiente eleitoral, afirmou que a atuação do BC permanece estável diante de pesquisas, e que o horizonte da política monetária ultrapassa o período de campanhas. O mercado de trabalho continua restrito, fator considerado relevante para o controle inflacionário.

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