- A Polícia Federal cumpriu mandados em Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, na terceira fase da operação Barco de Papel, ligada ao esquema envolvendo Rioprevidência e o Master.
- Durante as buscas, um dos ocupantes jogou uma mala com dinheiro pela janela; também foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones, mas o valor não foi divulgado.
- A Rioprevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões em papeis do Master não cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), beneficiando cerca de 235 mil titulares.
- A investigação é desdobramento da operação Compliance Zero, que apurou venda de carteiras de crédito sem lastro do Master ao Banco BRB por R$ 12,2 bilhões.
- O presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na segunda fase da operação; a PF informou não divulgar ligação direta entre Rioprevidência e as investigações em Santa Catarina.
Um investigado por suspeita de ligação com a Rioprevidência e com o Banco Master jogou uma mala de dinheiro pela janela durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (11), em Balneário Camboriú (SC). A ação é a terceira fase da operação Barco de Papel, segundo a Polícia Federal.
A PF realizou buscas em Balneário Camboriú e também em Itapema. Em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel atirou a mala para fora da janela. Além do dinheiro, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones, sem divulgação do montante exato.
A investigação é desdobramento da operação Compliance Zero, deflagrada no fim do ano passado, que apura crimes financeiros ligados à negociação de carteiras de crédito supostamente fraudulentas entre o Banco Master e o BRB, no valor de 12,2 bilhões de reais. Em etapas anteriores, a apuração indicou que institutos de previdência de estados e municípios aplicaram recursos nesses papéis de alto risco.
Barco de Papel: desdobramentos recentes
Entre os desdobramentos, a Polícia Federal informou que o dinheiro apreendido não teve o montante divulgado. Também não há confirmação pública sobre a relação direta entre a Rioprevidência e Santa Catarina, conforme apontado pela PF.
Segundo as apurações, a Rioprevidência investiu cerca de 970 milhões de reais em títulos não cobertos pelo FGC, com recursos administrados para aproximadamente 235 mil beneficiários. Na semana anterior, o presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na segunda fase da operação por suspeita de gestão fraudulenta e desvio de recursos.
Antunes havia renunciado ao cargo em 23 de janeiro, após ações da PF que miraram a cúpula da autarquia no âmbito do esquema envolvendo a venda de carteiras de crédito sem lastro do Master ao BRB, no ano passado, pelo mesmo valor de 12,2 bilhões de reais.
A Justiça já havia determinado retenção de cerca de 970 milhões, acrescidos de juros e correção, para proteger o patrimônio previdenciário. A medida foi confirmada pela Rioprevidência, em nota, destacando o compromisso com transparência, legalidade e defesa dos recursos dos servidores.
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