- Durante mandado de busca na 3ª fase da Operação Barco de Papel, em Balneário Camboriú, uma mala com R$ 429 mil foi arremessada pela janela e espalhada no chão.
- Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones; as buscas ocorrem em Balneário Camboriú e Itapema, e os nomes dos investigados não foram divulgados.
- A ação está ligada a crimes contra o sistema financeiro envolvendo o Rioprevidência, fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro, e ao Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central.
- Na semana passada, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por obstrução de investigações e ocultação de provas, ao retornar dos Estados Unidos.
- A investigação aponta investimentos da RioPrevidência no Banco Master da ordem de aproximadamente R$ 970 milhões entre novembro de 2023 e julho de 2024; as apurações visam responsabilizar possíveis crimes.
O homem responsável por arremessar uma mala com cerca de R$ 429 mil pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, passa a ser alvo de investigação da Polícia Federal. O episódio ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na 3ª fase da Operação Barco de Papel, que apura crimes contra o sistema financeiro envolvendo a RioPrevidência e o Banco Master.
A movimentação ocorreu em um edifício no 30º andar, na tarde desta quarta-feira (11). Ao todo, os agentes localizaram dinheiro espalhado pelo chão, além de dois veículos de luxo e dois smartphones. Os investigadores não divulgaram os nomes dos investigados.
As buscas foram autorizadas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. As diligências ocorrem em Balneário Camboriú e Itapema, em endereços ligados aos investigados.
Nesta etapa, a PF cumpre dois mandados de busca e apreensão. A ação faz parte da terceira fase da Barco de Papel, que apura irregularidades envolvendo a aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, já liquidado pelo Banco Central.
A operação envolve recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a instituição teria investido cerca de R$ 970 milhões no Banco Master, segundo as investigações.
Na semana anterior, o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia, após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.
As apurações seguem para esclarecer responsabilidades e possível prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. Não houve confirmação de novas prisões até o momento. As informações são de fontes oficiais e apurações em andamento.
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