- O PIB do Reino Unido avançou 0,1% no quarto trimestre do ano passado, segundo a Office for National Statistics.
- No total de 2025, o PIB subiu 1,3%, e o PIB per capita aumentou 1%, ainda aquém das promessas de crescimento sustentável do Labour.
- O setor de serviços ficou estável no último trimestre; a construção caiu 2,1%.
- Economistas veem possibilidade de a taxa de juros ser cortada pela sétima vez, enquanto medidas de inflação e cortes de tarifas devem ajudar a confiança de consumidores e empresas.
- O investimento empresarial cresceu 3,5% em 2025, apesar da queda no último trimestre, e o governo aposta em ações de redução de contas de energia para impulsionar a economia.
A economia britânica avançou suavemente no último trimestre de 2025, com crescimento de 0,1% do PIB. O dado, divulgado pela Office for National Statistics, aponta fraco desempenho do setor de serviços e queda na construção, que recuou 2,1%.
Ao longo do ano, o PIB aumentou 1,3%, ante 1,1% em 2024. O PIB per capita subiu 1%, após ficar estável no ano anterior. Os números não sustentam a meta de crescimento mais alta entre os países do G7 defendida pelo Labour.
A leitura de ONS ressalta fatores externos, como a volatilidade causada pelas políticas tarifárias dos EUA, que afetaram cadeias de suprimentos. Economistas apontam ainda impactos domésticos, como o aumento da NI do empregador em 25 bilhões de libras em 2025.
Para 2026, há sinais de melhora. O Banco da Inglaterra sinalizou possível sétima redução de juros, ainda que tenha mantido a taxa em 3,75% na última decisão. Medidas de contenção de preços, incluindo cortes em tarifas de energia, ajudam a controlar a inflação.
O Tesouro avalia que mudanças na política fiscal, somadas a previsões de menor inflação, podem apoiar consumo e investimento. Pesquisas indicam recuperação na atividade de serviços, embora haja preocupação com demissões e incertezas setoriais.
No campo tributário, Reeves enfrenta o desafio de manter equilíbrio entre corte de impostos, gasto público e metas de produtividade. Analistas destacam que a incerteza política interna pode frear decisões empresariais nos próximos meses.
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