- Vendas de investimento abaixo da 96th Street totalizaram US$ 22,77 bilhões em 2025, aumento de 45% ante 2024, melhor desempenho desde 2018.
- Vendas de escritórios cresceram 126% no ano, somando US$ 11,29 bilhões, com 73 transações e preço médio de US$ 7.588 por metro quadrado.
- O volume de locações de escritórios em Manhattan foi de 3,89 milhões de metros quadrados em 2025, alta de 25%.
- A taxa de disponibilidade fechou o quarto trimestre em 13,9%, e o aluguel médio em Midtown ficou em US$ 926 por metro quadrado ao ano; edifícios troféu superaram US$ 3.229 por m² por ano.
- A maior operação de venda foi da Paramount Group para a Rithm Capital, estimada em US$ 3,8 bilhões; a venda de 590 Madison Avenue alcançou US$ 1,08 bilhão.
Manhattan registrou em 2025 um volume de vendas imobiliárias de investimento abaixo da 96th Street de US$ 22,77 bilhões, crescimento de 45% ante 2024. O desempenho é o melhor desde 2018, segundo o relatório Manhattan 2025 da Ariel Property Advisors.
As vendas de escritórios subiram 126% no ano, totalizando US$ 11,29 bilhões, com 73 transações, alta de 26% em relação a 2024. O preço médio ficou em US$ 7.588 por m², variando de US$ 3.229 a US$ 19.375 por m², conforme o segmento.
O mercado de locações de escritórios em Manhattan atingiu 3,89 milhões de m² em 2025, aumento de 25% frente a 2024 e o maior desde 2019, quando houve 3,98 milhões. A disponibilidade encerrou o ano em 13,9%.
Desempenho de aluguéis e grandes contratos
O aluguel médio em Midtown chegou a US$ 926 por m² ao ano; ativos troféu superaram US$ 3.229 por m² ao ano. Os imóveis Classe A realizaram 818 mil m² em locações no quarto trimestre, correspondentes a 74,2% do total do período.
Entre os contratos emblemáticos, destacam-se a renovação da Bloomberg na 120 Park Avenue (46.080 m²), o contrato da Moody’s na 200 Liberty Street (42.735 m²) e a extensão da Millennium Management na 399 Park Avenue (40.690 m²).
Movimentação de capital e grandes operações
A elevação do volume financeiro decorre, em parte, da venda do Paramount Group para a Rithm Capital, que envolveu oito prédios Classe A, avaliados em US$ 3,8 bilhões. A maior venda isolada de um escritório foi a Torre 590 Madison Avenue, por US$ 1,08 bilhão.
Edifícios Classe B e C passaram por maior número de transações de menor porte, respondendo por 15% do volume financeiro, apesar de 75% das operações totais. O movimento reflete ajuste de preços frente ao pré-pandemia.
Desenvolvimento e conversões
Vendas associadas a desenvolvimento atingiram US$ 3,97 bilhões, queda menor que a de escritórios, impulsionadas por projetos residenciais para locação e conversões de escritórios em moradia. O segmento residencial para locação cresceu 38%.
Terrenos de desenvolvimento atingiram US$ 5.037 por m² edificável, com operações notáveis como a aquisição da 800 Fifth Avenue por US$ 810 milhões, e a compra da 33–39 East 60th Street por US$ 103 milhões para projetos novos.
Transformações para moradias
Vendas para conversão de escritórios em moradia somaram US$ 1,3 bilhão, com início de obras acelerado: ~399 mil m² em construção, alta de quase 60% frente a 2024. A estratégia envolve incentivos fiscais e mudanças de zoneamento para viabilizar unidades.
Projetos significativos incluem a aquisição da 135 East 57th Street pelo TF Cornerstone (US$ 159 milhões) para cerca de 350 unidades, e a compra da 6 East 43rd Street pelo Vanbarton Group (US$ 135 milhões) para 441 unidades.
Capital institucional e varejo
O mercado multifamiliar manteve fôlego estável em 2025, com US$ 3,44 bilhões em 185 transações. Ativos a mercado livre representaram 94% do volume financeiro e mais de 78% das transações, indicando preferência por ativos com menos restrições regulatórias.
No varejo, 68 transações somaram US$ 2 bilhões, queda de 10% no total financiado, com aluguel médio em US$ 20.490 por m². Negócios relevantes incluíram venda da 717 Fifth Avenue em fatia para Ardian e aquisição da 529 Broadway pela IKEA.
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