- A National Gallery enfrenta um déficit de £8,2 milhões no próximo ano, levando a cortes significativos de pessoal e redução de atividades.
- Um “programa de saída voluntária” será oferecido a todos os funcionários e à sua divisão comercial; se não houver economia suficiente, podem ocorrer demissões compulsórias.
- O orçamento atual aponta um déficit de cerca de £2 milhões neste ano fiscal; projeta-se que o déficit de 2026-27 chegue a £6,2 milhões, totalizando £8,2 milhões.
- O museu recebeu, anteriormente, £150 milhões em doações para uma futura expansão, mas afirmou que os cortes não afetam o projeto em andamento. As receitas cresceram com a exposição de Van Gogh, que atraiu recorde de visitantes.
- As reduções podem impactar o programa de exposições: menos mostras gratuitas, menos empréstimos internacionais e possivelmente ingressos mais caros, com a galeria buscando equilíbrio entre missão artística e estrutura operacional.
A National Gallery de Londres anunciará cortes significativos de pessoal diante de um déficit estimado em £8,2 milhões para o próximo ano. A instituição oferecerá um programa de saída voluntária a todos os funcionários, com redundâncias compulsórias como possibilidade caso não haja economia suficiente. A medida afeta também a sua casa comercial.
Segundo comunicado à imprensa, o objetivo é reduzir custos operacionais, já que as receitas estão estagnadas apesar de um aumento recente nas despesas. A parceria entre o museu e setores externos não deve impedir as mudanças, previstas para preservar a missão artística e educativa.
Contexto financeiro e projeções
A galeria recebeu, no ano anterior, doações de £150 milhões cada uma da Crankstart, de Michael Moritz, e da Julia Rausing Trust, para uma nova ala com conclusão prevista para os anos 2030. Mesmo com esse financiamento, o déficit atual continua, impulsionado por custos operacionais crescentes e pressão competitiva.
Para o exercício atual, que se encerra em março, a previsão é de déficit de cerca de £2 milhões. Sem medidas decisivas, o déficit para 2026-27 pode chegar a £8,2 milhões. O museu aponta o cenário global e a crise do custo de vida como justificativas.
Impactos previstos
A frequência de visitantes ainda não recuperou os níveis pré-pandemia, com 3,8 milhões de visitantes nos 12 meses até setembro de 2025. A reabertura do Wing Sainsbury, em maio, e o aumento gradual de público ajudam, mas grande parte das visitas segue gratuita à coleção permanente.
A diretoria menciona pressões como aumento de custos operacionais, inflação e o pagamento de novos encargos, como impostos e seguros. A dívida com o governo, especialmente pela subvenção anual de £32 milhões, está sendo revista em conversas com o Ministério da Cultura.
Perspectivas para o programa expositivo
As mudanças podem reduzir exposições gratuitas, limitar mostras pagas, reduzir empréstimos internacionais de obras e tornar ingressos mais caros. Essas opções serão avaliadas nos próximos meses, com consultas aos funcionários sobre o caminho a seguir.
O porta-voz da galeria afirmou que as mudanças são necessárias para tornar a instituição sustentável a longo prazo. Segundo o comunicado, serão tomadas decisões difíceis para garantir a continuidade da missão artística e educativa.
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