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Avanços na investigação e nomes influentes explicam suspensão de depoimentos

Suspensão de depoimentos de ex-sócios do Master ocorre à luz de relatório da PF ao STF, com evidências de contatos entre Vorcaro e autoridades

Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal suspendeu novos depoimentos de ex-sócios do Banco Master, incluindo o CEO Daniel Vorcaro, no fim de janeiro, possivelmente ligando a medida a um relatório ao STF envolvendo Vorcaro e o então relator Dias Toffoli.
  • O relatório foi entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e apontava possíveis contatos formais entre Vorcaro e Toffoli; defesas afirmaram que os investigados não tinham acesso a todas as provas, o que levou ao silêncio.
  • A decisão ocorreu duas semanas após a segunda fase da operação Compliance Zero, após a PF analisar dados de aparelhos apreendidos e identificar indícios de contatos entre Vorcaro e autoridades.
  • Em janeiro, depoimentos marcados para 27 e 28 de janeiro foram cancelados, com defesas alegando falta de acesso integral às provas, especialmente aos dados de celulares; apenas oitiva de Luiz Antônio Bull ocorreu, no dia 27.
  • Vorcaro declarou ao Senado que pode comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos em 24 de fevereiro; não há nova data marcada pela PF, e ele continua em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde o fim de novembro.

A Polícia Federal suspendeu novos depoimentos de ex-sócios do Banco Master, incluindo o CEO Daniel Vorcaro, no final de janeiro. A decisão veio após a PF entregar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, que aponta possíveis contatos entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli. Defesas alegaram falta de acesso a provas.

A segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro, ampliou o material apreendido. A PF já havia analisado dados de celulares e documentos, revelando indícios de contatos entre Vorcaro e autoridades, o que pode ter motivado o silêncio dos investigados.

A investigação, iniciada com a apreensão de um celular de Vorcaro em novembro, ganhou fôlego com o armazenamento de quase 40 aparelhos. Cinco deles seriam atribuídos ao empresário, elevando o teor estratégico do inquérito e ampliando a rede de indícios.

A suspensão das oivas ocorreu dois dias após a PF confirmar que iria reavaliar a necessidade de redesignar depoimentos, diante do volume de provas. A conclusão do inquérito está prevista para meados de março.

A única oitiva mantida no fim de janeiro foi de Luiz Antônio Bull, ex-diretor de compliance do Master, prestada em 27 de janeiro. O conteúdo do depoimento segue sob sigilo, sem divulgação pública.

Evolução da investigação

Investigadores avaliam que o avanço técnico, com análise cruzada de dados dos aparelhos apreendidos, contribuiu para a decisão de suspender as oitivas. Novas informações podem ter surgido, impactando o calendário de interrogatórios.

Vorcaro revelou ao Senado que pretende ir à CAE em 24 de fevereiro para esclarecimentos públicos sobre o caso Master. Ainda não há data marcada para novo depoimento à PF, e o empresário permanece em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

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