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China vira campo de batalha do café premium entre Luckin e Starbucks

Luckin Coffee abre loja conceito em Shenzhen para disputar o segmento premium da Starbucks, enquanto circulam rumores de aquisição da Costa Coffee

afeteria da Luckin, marca que começa a avançar para o premium
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  • Luckin Coffee abriu a Origin Flagship em Shenzhen, buscando competir com a Starbucks no segmento premium, com cafés filtrados e bebidas elaboradas.
  • A loja de dois andares, na fronteira com Hong Kong, oferece preços acima dos tradicionais e teve tempos de espera de até três horas desde o soft opening.
  • A Starbucks planeja vender sessenta por cento de seu negócio na China para a Boyu Capital, avaliando a operação em cerca de US$ treze bilhões, mantendo quarenta por cento.
  • Há rumores de que a Luckin possa fazer uma oferta pela Costa Coffee, rede britânica da Coca‑Cola, com interesse também da Centurium Capital.
  • A Luckin teve receita de US$ 1,55 bilhão no trimestre encerrado em setembro de 2025, com expansão de lojas próprias; a Starbucks tem mais lojas no exterior, cerca de oito mil na China, em comparação com aproximadamente dezesseis mil na América.

A Luckin Coffee acelerou sua ofensiva no segmento premium na China ao abrir uma flagship em Shenzhen, cidade considerada um laboratório da inovação. A loja, chamada Origin Flagship, ocupa dois andares perto da fronteira com Hong Kong e oferece bebidas como pour-over e cold brew, além de opções mais elaboradas. O movimento aponta para uma estratégia de elevar o patamar do seu portfólio, além das bebidas a preços mais baixos.

A unidade, anunciada como a 30ª loja flagship da rede, vem após anos de crescimento impulsionado por um modelo baseado em aplicativo e quiosques. Desde o soft opening em 20 de janeiro, há relatos de filas com tempos de espera de até três horas. A Vila de Shenzhen representa um marco na aposta da Luckin em formatos de experiência.

A competição com a Starbucks se intensifica. A rede norte-americana, que implantou em Xangai a segunda Reserve Roastery do mundo, busca consolidar o conceito de café como experiência premium na China. A marca de Seattle opera no país com cerca de 16,9 mil lojas, bem atrás do total global.

Dados recentes apontam que a Luckin superou a Starbucks em número de lojas na China há alguns anos. A empresa tem mostrado resultados fortes, com receita de US$ 1,55 bilhão no trimestre encerrado em setembro de 2025, alta de quase 48% frente ao mesmo período do ano anterior.

Ainda segundo a companhia, a receita anual é estimada em US$ 5 bilhões, sustentada principalmente por lojas próprias. Em contraponto, a Starbucks mantém um ritmo de expansão menor no país, com foco em experiências premium e no varejo tradicional de bebidas.

No radar da Luckin, estão parcerias de marketing agressivas e uma base de usuários cada vez maior, alimentada por seu aplicativo. Há ainda rumores de uma possível aquisição da Costa Coffee, controlada pela Coca-Cola, o que, se confirmado, ampliaria o alcance internacional da companhia chinesa.

A Costa Coffee estaria sendo avaliada por Centurium Capital, acionista da Luckin, em um cenário inicial de possíveis ofertas. A avaliação de mercado da Costa Coffee chegaria a cerca de US$ 1,3 bilhão, thougha as negociações ainda não estão decididas. A Coca-Cola não confirmou venda.

A história financeira da Luckin ganha contornos com a recuperação após o escândalo contábil de 2020. A empresa tem explorado crescimento orgânico e inorgânico, com foco em expansão internacional, incluindo operações em Nova York, Singapura e Malásia.

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