- O episódio que impactou a inadimplência do Banco do Brasil no quarto trimestre foi relacionado à Novonor (ex-Odebrecht), com a dívida sendo garantida por ações da Braskem e ficando inadimplente ao longo das negociações.
- O BB divulgou inadimplência acima de 90 dias de 5,17% nos últimos três meses de 2025; desconsiderando esse caso, o indicador seria de 4,88%.
- A dívida foi regularizada pela Novonor em janeiro de 2026 e está cedida, por todos os credores, ao fundo IG4, que busca autorizações para tomar posse das ações da Braskem.
- A Novonor, em recuperação judicial, deixou o controle da Braskem em dezembro, ficando com 4% da petroquímica; o restante foi transferido para o IG4, que passa a deter 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total.
- A Braskem informou à imprensa que não possui nem teve dívidas relevantes com o BB em 2025 e que está adimplente com a instituição; o BB não comentou o caso por questões de sigilo.
O BB registrou inadimplência acima de 90 dias de 5,17% no quarto trimestre de 2025, puxada por um caso específico ligado à Novonor, antiga Odebrecht e controladora da Braskem. A dívida envolvia ações da Braskem como garantia e ficou inadimplente ao longo das negociações. A regularização ocorreu apenas em janeiro de 2026.
A dívida, originalmente da Novonor, foi cedida aos credores para o fundo IG4, que aguarda autorizações regulatórias para tomar posse das ações da Braskem. A Novonor saiu do controle da Braskem em dezembro, passando a deter 4% da petroquímica, com o restante para o IG4. A Braskem informou não possuir dívidas relevantes com o BB em 2025.
Regularização e nova estrutura de controle
Antes da transferência final, o BB apontou que a provisão de crédito estava vinculada ao crédito da Novonor, mesmo com a operação de transferência já em curso. O BB não comento o caso por sigilo. A Braskem afirmou não possuir dívidas relevantes com o BB em 2025 e estar em dia com as obrigações junto à instituição.
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