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Do Status ao Bem-Estar: a casa ideal dos americanos mudou em 20 anos

Mudança cultural nos EUA redefine a casa ideal: menos espaço, mais eficiência, privacidade e sustentabilidade orientam o mercado imobiliário

As antigas McMansions (esq.), casas gigantescas, beges e projetadas primordialmente para ostentar status social deram espaço para nova estrutura
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  • Estudo da Zillow com milhões de anúncios mostra que, desde 2006, o “lar ideal” dos americanos deixou de ser uma casa gigante para priorizar bem‑estar, funcionalidade e conexão pessoal, com metragem menor.
  • A tendência desde 2018 é de quedas nos tamanhos de lote e aumento de espaços mais reservados, como cantinhos de leitura, indicando busca por privacidade e uso cotidiano mais prático.
  • Cresce a influência de custos de moradia: compradores buscam imóveis mais eficientes e de manutenção menor, aquecimento reduzido e seguro menos onerosos.
  • As cores passaram do bege Sand Dollar para tons mais saturados, e itens de lazer passaram a incluir quadras de pickleball, simuladores de golfe e spas residenciais.
  • Em termos de energia, anúncios com consumo zero subiram 70%, baterias para toda a casa aumentaram 40% e estacionamentos para veículos elétricos cresceram 25%.

A mudança no perfil da casa ideal nos Estados Unidos ficou evidente em duas décadas de dados da Zillow. A plataforma aponta que as McMansions — casas grandes, com estilo ostentatório — perderam espaço no mercado, abrindo caminho para imóveis mais funcionais e menos volumosos. O estudo analisou milhões de anúncios de imóveis à venda para identificar as mudanças.

Segundo a Zillow, a lógica de quanto maior, melhor foi substituída por foco na utilidade, conforto e bem-estar. Corretores passaram a destacar menos áreas formais e mais espaços que atendam ao dia a dia, reduzindo o tamanho médio dos lotes. A perspectiva de ostentação cede lugar à praticidade.

Amanda Pendleton, especialista da Zillow, afirma que as mudanças refletem também fatores econômicos. O aumento de custos motivou compradores a buscar imóveis com menor manutenção, consumo energético menor e maior eficiência, influenciando a definição de conforto.

Mudanças no perfil da casa ideal

O que era símbolo de status na década de 2000 já não é o centro da busca atual. Espaços pessoais, layout flexível e ambientes que ajudam na rotina diária aparecem com mais frequência nos anúncios. Cantinhos de leitura ganharam relevância, com crescimento de 48% nas menções.

A transformação é associada a pressões de acessibilidade financeira. Propriedades menores, porém bem planejadas, aparecem como opção viável para quem trabalha em casa ou em regime híbrido, preservando qualidade de vida sem desperdício de espaço.

A paleta de cores também mudou. Tons mais neutros deram lugar a cores saturadas, acompanhando a valorização de áreas de lazer como spas, quadras e espaços de recreação em domicílio.

Eficiência e sustentabilidade em foco

A eficiência energética deixou de ser diferencial para se tornar expectativa. Anúncios com consumo de energia zero aumentaram 70%. Mencionar baterias para toda a casa subiu 40% e pontos de carregamento para veículos elétricos cresceram 25%.

Para entender o cenário, a Forbes Brasil entrevistou Amanda Pendleton. Ela explica que os compradores priorizam conforto prático, privacidade e espaços definidos, mais adequados ao trabalho remoto e à saúde mental.

Os dados da Zillow destacam que a mudança é refletida tanto na demanda quanto na forma de anunciar. Corretores indicam características que realmente existem na prática, não apenas o que poderia atrair interesse, o que reforça a busca por imóveis mais eficientes e adaptáveis.

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