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Empresa ligada a Toffoli, sócia de resort milionário, tinha R$150 em capital

Toffoli confirma sociedade de irmãos em resort milionário; empresa com capital de R$ 150 operou via CNPJ de prateleira

O ministro Dias Toffoli, do STF. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
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  • A empresa Maridt Participações tem capital social de apenas R$ 150 e foi criada por meio de um “CNPJ de prateleira”.
  • A sociedade foi aberta em agosto de 2020 como Plataforma 27S Participações e transferida aos irmãos do ministro Dias Toffoli pouco depois, em dezembro passou a integrar negócios do resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná.
  • O registro de transferência foi concluído em janeiro de 2021, consolidando a entrada da família no empreendimento; parte da participação foi vendida ao fundo Arllen, do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
  • Em 2025, a outra parte da participação foi vendida a Paulo Humberto Barbosa, da PHD Holdings, em uma transação apontada em aproximadamente R$ 3,5 milhões.
  • Toffoli confirmou a sociedade com os irmãos, afirmando que magistrados podem ser sócios e receber dividendos desde que não atuem na gestão, sem comentar especificamente o uso do CNPJ de prateleira.

A apuração sobre a participação do ministro Dias Toffoli, do STF, em uma empresa de participações ligada a um resort milionário traz à tona detalhes sobre a origem da empresa e o seu baixo capital social. Segundo o jornal Estadão, a Maridt Participações foi criada a partir de um CNPJ já estruturado, adquirido para simplificar procedimentos e repassado aos irmãos do ministro.

A empresa inicial, chamada Plataforma 27S Participações, foi aberta em agosto de 2020 e transferida para os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli pouco depois. Em dezembro daquele ano, já com o nome Maridt, passou a integrar negócios ligados ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro, PR. A transferência formal teve registro em janeiro de 2021.

Mesmo com o peso financeiro das operações no resort, o capital social da Maridt permaneceu em R$ 150, conforme apontado pela apuração. A explicação dada envolve a prática de usar estruturas prontas para reduzir burocracias, com justificativa de que abrir uma S.A. do zero demanda mais tempo e deslocamentos a bancos.

Estrutura societária e desdobramentos

Parte da participação da Maridt foi vendida ao fundo Arllen, de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. A transação ocorreu após a entrada dos irmãos na gestão do resort Tayayá. Em 2025, outra parcela foi vendida a Paulo Humberto Barbosa, da PHD Holdings, que já atuou em causas tributárias da JBS.

Entre as transações, a apuração aponta um valor de aproximadamente R$ 3,5 milhões nas negociações entre a Maridt e a PHD Holdings. O registro de transferência foi consolidado entre 2020 e 2021, quando a participação da família começou a figurar no empreendimento.

Toffoli não respondeu sobre a finalidade do uso do CNPJ de prateleira nem sobre a abertura da empresa, limitando-se a afirmar que a legislação permite que magistrados sejam sócios e recebam dividendos desde que não atuem na gestão. A defesa do ministro não comentou o uso do modelo de estrutura pré-construída.

A sede da Maridt está registrada em uma casa em Marília, SP, enquanto a gestão formal da empresa ficava com os irmãos de Toffoli. O resort Tayayá fica em Ribeirão Claro, PR, e envolve outros investidores, incluindo o apresentador Ratinho. A cunhada de Toffoli negou envolvimento com a empresa.

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