- Em janeiro, a demanda global por celulose e a brasileira por papel para embalagens manteve-se forte, apoiando reajustes de preços e sinalizando um ano positivo para a Klabin.
- A Klabin divulgou resultados do quarto trimestre e é a maior fabricante de papel para embalagem do Brasil.
- Houve recuperação em cartões usados por cervejarias, com operação de cerveja 100% na América Latina, e demanda aquecida por papelão ondulado em Manaus, ligada à Copa do Mundo.
- Na celulose, a demanda por fluff de fibra longa permanece aquecida e a de fibra curta apresenta demanda robusta, com expectativa de alta de preços em março.
- O presidente afirmou que não há negociação de fusão e aquisição e que M&A está fora do radar.
A Klabin encerrou o primeiro mês de 2026 com demanda firme por papel e celulose, segundo comentários feitos por executivos da empresa nesta quinta-feira (12). A firma divulgou seus resultados do quarto trimestre na véspera e aponta cenário positivo para o ano.
O presidente-executivo, Cristiano Teixeira, disse que houve recuperação expressiva em cartões usados por cervejarias, ressaltando que a Klabin opera 100% no segmento de cerveja na América Latina. Afirmou ainda que o mercado de bebidas começa 2026 com impulso, mesmo com cautela das cervejarias brasileiras após 2025 desafiador.
Também foi destacado um aquecimento do papelão ondulado em Manaus, associando a demanda aos eletroeletrônicos produzidos na Zona Franca, em ano de Copa do Mundo. Teixeira sinalizou janeiro muito forte para cartão e papelão, sem revelar volumes.
No segmento de celulose, Alexandre Nicolini, diretor da área, informou demanda aquecida por fluff de fibra longa e robusta para fibra curta. Segundo ele, a Klabin consegue repassar reajustes de preços, gerando expectativa de alta adicional em março, com mercados resilientes.
Sobre fusões e aquisições, Teixeira afirmou que a empresa foca em melhoria de custo de caixa no Brasil e em seus mercados, negando qualquer discussão de M&A ou planejamento de longo prazo envolvendo esse tema.
Quanto a competição, o executivo minimizou riscos da China na produção de fluff de fibra longa, citando redução de áreas de pinus por pragas. Ele reiterou que não há mudança nos planos de ampliar a produção de fluff em Santa Catarina e não enxerga ameaça de longo prazo para o produto da Klabin.
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