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Nova lógica das marcas na cultura, do Grammy ao Super Bowl

Marcas migram da exposição para o ecossistema cultural, investindo em experiências imersivas e parcerias estratégicas para criar presença duradoura

Super Bowl aconteceu na Califórnia, com vitória do Seattle Seahawks
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  • A tendência é da exposição publicitária para experiências imersivas, com marcas buscando presença cultural em vez de apenas anunciar durante o evento.
  • No Super Bowl, o preço de uma inserção de 30 segundos subiu de ~US$ 5,5 milhões em 2021 para mais de US$ 8 milhões em 2026, mas a atenção não aumentou na mesma proporção.
  • Em 2026, marcas como Cadillac, PepsiCo, Uber Eats e Cîroc investiram em plataformas de ativação completas, com ações presenciais, parcerias com artistas e conteúdos que circulam antes, durante e depois do jogo.
  • No Grammy, a lógica mudou: a Grammy Week se expandiu, mais experiências paralelas surgiram e marcas passaram a atuar nos bastidores estratégicos, além do palco.
  • Cadillacs na Fórmula 1 ilustra a mudança: lançamento em intervalo da televisão, com ativação multicanal na Times Square, priorizando narrativa, conexão emocional e legitimidade cultural, não apenas performance na pista.

A indústria publicitária está migrando do volume de exposição para a construção de presença cultural. Dados do Grammy Awards 2026 e do Super Bowl LX mostram que o investimento permanece alto, mas o ecossistema ao redor dos eventos ganhou protagonismo. O que antes era “aparecer” passa a ser participar ativamente da narrativa.

Enquanto o custo de um comercial de 30 segundos no Super Bowl subiu para além de US$ 8 milhões em 2026, a atenção não cresceu na mesma velocidade. Marcas apostam em plataformas de ativação que conectam experiências presenciais, parcerias com artistas e conteúdos para circular antes, durante e após o game. O formato permanece importante, mas não é mais suficiente.

Essas mudanças vão além do intervalo da transmissão. O foco é criar impacto distribuído ao longo de semanas, com múltiplos pontos de contato e engajamento profundo com diferentes públicos. A lógica é transformar interrupção em participação contínua na cultura, não apenas em visibilidade pontual.

Evolução da gramado da publicidade

No Grammy 2026, a transformação ficou mais estruturada. A Grammy Week se ampliou, com mais experiências paralelas e marcas atuando nos bastidores, em vez de depender apenas da transmissão. Mastercard, IBM e Patrón aparecem como pilar de hospitalidade e encontros entre artistas, creators e executivos.

A Cadillac exemplifica a mudança ao revelar identidade visual na Fórmula 1 durante o intervalo do evento, em torno de US$ 9,9 milhões. A ação é posicionamento estratégico, com ativação multiplataforma na Times Square e desdobramentos digitais, priorizando narrativa e conexão emocional.

Tendência de consumo de marcas

Pesquisas globais apontam que públicos mais jovens confiam em marcas que vivem a cultura, não apenas patrocinam. Música e esporte passaram a ser territórios de posicionamento, onde relevância simbólica vale tanto quanto alcance. O cenário atual indica que o dinheiro migra de anúncios para conteúdo e pertencimento.

O recado é claro: marcas que participam da cultura de forma autêntica continuam relevantes, sem soar invasivas. O objetivo é construir uma presença cultural sustentável, não apenas alavancar a visibilidade de eventos.

Fonte: Mariana Madjarof, estrategista de marketing e fundadora da Access Mídia.

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