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Pompliano: arrefecimento da inflação testa convicção de investidores em Bitcoin

Pompliano afirma que inflação em queda testa convicção de investidores em Bitcoin, cuja tese de escassez depende mais da expansão monetária do que de CPI de curto prazo

Pompliano Says Cooling Inflation Tests Bitcoin Investors’ Conviction
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  • Pompliano diz que a inflação mais baixa está testando a convicção de investidores em Bitcoin e pode desafiar a tese de valor a longo prazo.
  • A ideia de escassez do Bitcoin depende mais da expansão da oferta monetária do que de variações de curto prazo do CPI.
  • O sentimento do mercado está fraco, com o Crypto Fear & Greed Index em “Extreme Fear”; o Bitcoin opera próximo de $ 68.850, com queda de cerca de 28% no último mês.
  • Dados mostram inflação desacelerando: o índice de preços ao consumidor ficou em 2,4% em janeiro, frente a 2,7% em dezembro, segundo o Bureau of Labor Statistics.
  • A revisão dos empregos nos EUA gerou volatilidade, com alta de rendimentos dos títulos e queda de expectativas de corte de juros; analistas veem possibilidade de recuperação, mas com cautela.

Bitcoin pode enfrentar nova fase do ciclo de mercado conforme a inflação recua, segundo o empresário e investidor Anthony Pompliano. O tema central: a tese de escassez da criptomoeda está sendo colocada à prova.

Pompliano afirmou em entrevista à Fox Business que muitos astros do mercado entraram em Bitcoin durante a alta de preços e a expansão monetária agressiva. Com a inflação em queda, ele questiona a crença dos participantes no propósito de longo prazo do ativo.

Segundo ele, o desafio é manter a convicção na validade de Bitcoin quando não há inflação elevada no dia a dia. A ideia é que, se o dinheiro é impresso, o preço do BTC tende a subir por ser um ativo de oferta limitada.

Dados oficiais indicam que a inflação desacelerou modestamente. O IPCA dos EUA ficou em 2,4% em janeiro, ante 2,7% em dezembro, conforme o Bureau of Labor Statistics. Economista-chefe da Moody’s Analytics, Mark Zandi, diverge ao dizer que a melhora é mais estatística que no custo efetivo do consumidor.

Bitcoin é apresentado como proteção contra a depreciação da moeda, por ter fornecimento limitado a 21 milhões de moedas. Quando bancos centrais ampliam liquidez, ativos escassos costumam atrair investidores, incluindo ouro e BTC.

No entanto, o sentimento do mercado piorou. O Crypto Fear & Greed Index caiu para Extreme Fear, leitura de 9, nível não visto desde junho de 2022. A cotação do BTC apontava próximo de US$ 68.850 na publicação, queda de cerca de 28% no último mês, segundo CoinMarketCap.

Pompliano estima que as condições macroeconômicas devem provocar volatilidade antes de qualquer recuperação sustentada. Ele prevê pressões deflacionárias de curto prazo, seguidas de cortes de juros e nova injeção de liquidez.

“Vamos ter forças deflacionárias no curto prazo, e pessoas vão pedir imprimir dinheiro e reduzir juros”, explicou. Ele descreveu o cenário como um “Arremesso Monetário”, em que a desvalorização da moeda ocorre enquanto os preços caem e ocultam seus efeitos.

Com o tempo, argumenta, a criação adicional de dinheiro enfraqueceria o dólar e fortaleceria ativos escASSos.

Reação a dados de empregos nos EUA

A recente queda de Bitcoin ocorreu após uma revisão de empregos nos EUA realizada pelo governo, que mostrou melhora menor que a esperada e revisões para baixo em dados anteriores. A leitura de janeiro indicou criação modesta de 130 mil vagas.

Analistas destacam que a confiabilidade dos dados pesou mais que o resultado mensal. O mercado de títulos sofreu pressões, com o rendimento do título de 10 anos subindo de cerca de 4,15% para 4,20%.

As expectativas de cortes de juros para março despencaram de 22% para 9%. O volume de derivativos aumentou, com grandes traders protegendo-se contra novas quedas.

Especialistas ressaltam que as estimativas iniciais de empregos, ainda que sujeitas a revisões estatísticas, podem ter superestimado a criação de vagas em leituras anteriores.

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