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VCs investem em recém-formados para criar mercados de previsão

Investidores aportam US$ 3,7 bilhões em startups de mercados de previsão, impulsionando jovens fundadores a bilionários e atraindo atenção regulatória

Cofundadores da Noise e recém-formados pela USC (da esquerda para a direita): Luca Cordova Stuart, 22; David Zhou, 26; Gabriel Perez Carafa, 24
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  • Fundos de venture capital estão impulsionando mercados de previsão, com bilhões movimentados e crescimento previsto para os próximos anos nas plataformas Kalshi e Polymarket (mais de US$ 40 bilhões em 2025 e mais de US$ 10 bilhões em janeiro de 2026).
  • Kalshi e Polymarket receberam avaliações de até US$ 11 bilhões e US$ 9 bilhões, respectivamente, apesar de ainda não serem lucrativas.
  • Nova safra de startups desenvolve produtos diferentes, como mercados long/short, agregadores e nichos específicos; exemplos incluem Novig, Noise e Pluto, com rodadas que chegaram a milhões de dólares e avaliações expressivas.
  • Plataformas tradicionais expandem com programas para desenvolvedores e subsídios, além de novas empresas associadas, como Valence e Kairos, que captaram investimentos recentes (Kairos, US$ 2,5 milhões em rodada seed liderada pela Andreessen Horowitz).
  • Autores destacam potencial de uso como forma de hedge ou seguro para ativos de IA e outras áreas, mas reconhecem que o setor continua incipiente e com questões regulatórias e de proteção ao consumidor.

Nos Estados Unidos, fundos de venture capital investem em startups que criam mercados de previsão, atraindo bilhões de dólares e transformando jovens fundadores em bilionários. Em 2025, plataformas como Kalshi e Polymarket somaram mais de US$ 40 bilhões em apostas; janeiro de 2026 já ultrapassou US$ 10 bilhões.

O interesse é impulsionado por regulações mais favoráveis e pelo apoio de grandes investidores, de Sequoia a Intercontinental Exchange, controladora da NYSE. Avaliações de Kalshi chegaram a US$ 11 bilhões e Polymarket a US$ 9 bilhões, com novas rodadas de financiamento em 2025 totalizando US$ 3,7 bilhões.

Novos modelos aparecem além dos contratos binários de sim/não. Empresas estudam posições long/short, funções de agregação e nichos específicos, levando a apostas sobre atenção, tendências da internet e temas de IA. Paralelamente, projetos de hedge de IA surgem como proposta de proteção financeira para custos de centros de dados.

Novas plataformas e apostas de atenção

A Noise, startup nova-iorquina, opera mercados de atenção com apostas long/short em tendências da web, como memecoins, e já atraiu investidores na rodada seed de janeiro. Fundadores afirmam que vale o risco regulatório, expandindo para mercados de atenção com potencial para centenas de temas.

A Kalshi e a Polymarket continuam evoluindo. A Polymarket firmou parceria com a Kaito AI para dados e pesquisa, ampliando mercados de atenção. A Kalshi também atrai capitais de investidores saídos de grandes nomes do setor.

Protagonistas e novos entrantes

Shayne Coplan, da Polymarket, tornou-se bilionário após rodadas de 2025. Os cofundadores da Kalshi, ambos com 29 anos, também alcançaram esse marco. Entre os novos players, Ronit Jain, criador da Pluto, planeja oferecer hedge para custos de GPUs de IA, com rodada seed já realizada.

A Pluto busca avaliar custos de computação de IA para apoiar bancos e credores que financiam data centers. A empresa está em fase de captação de cerca de US$ 7 milhões e avaliada em aproximadamente US$ 60 milhões após aprovação regulatória.

Perspectivas e cautelas

Especialistas reforçam que o mercado ainda é incipiente e sujeito a manipulação. Investidores, contudo, veem potencial para serviços de hedge, seguros indiretos e novos instrumentos financeiros. O ecossistema de mercados de previsão segue em expansão, com investimentos de dezenas de startups na mira de reguladores.

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