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Venda da Schroders encerra era de mais de 200 anos na City de Londres

Venda da Schroders à Nuveen, por £9,9 bilhões, encerra uma era na City de Londres e sinaliza a perda de relevância de Londres frente a Nova York

Sede da Schroders em Londres: gestora se junta a nomes históricos que perderam sua independência nas últimas três décadas. (Foto: Betty Laura Zapata/Bloomberg)
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  • A Schroders foi adquirida pela Nuveen por £ 9,9 bilhões (US$ 13,5 bilhões), em operação que envolve mais de US$ 1 trilhão em ativos sob gestão.
  • A transação evidencia dificuldades de gestoras ativas competirem com produtos passivos de baixo custo e aponta para a menor relevância da City de Londres frente a Nova York.
  • A direção da Schroders, que já sinalizou resistência a venda, enfrentou a transformação de parte de seu legado familiar em uma operação externa.
  • As ações da Schroders subiram cerca de 29% e ficaram pouco acima do preço da oferta em dinheiro da Nuveen.
  • A Nuveen informou que pretende, no futuro, potencialmente listar o negócio na Bolsa de Londres e reforçar seu compromisso com o Reino Unido.

A Schroders, gestora britânica com mais de 200 anos de atuação, foi vendida para a americana Nuveen por 9,9 bilhões de libras (US$ 13,5 bilhões). A operação coloca fim a uma era na City de Londres e mostra o desafio de gestores ativos diante de produtos de baixo custo.

A Nuveen assume controle de cerca de US$ 1 trilhão em ativos sob gestão. A transferência ocorre em um momento em que veículos passivos ganham espaço e Londres perde posição em relação a Nova York como polo de investimentos.

A confirmação do acordo ocorreu após meses de negociações entre executivos da Schroders e da Nuveen. Richard Oldfield, CEO da Schroders, e Bill Huffman, da Nuveen, estiveram à frente das discussões.

O anúncio cita a longa história das famílias fundadoras de cada empresa e sinaliza uma tentativa de preservar valor diante de pressões de mercado. A Schroders mantém raízes profundas na City, mas vê a independência reduzir diante da escala global.

Muitos analistas entendem a venda como resposta a valuations baixos de empresas listadas no Reino Unido. A operação também é interpretada como reflexo da perda de atratividade de Londres para o capital internacional.

Para a City, o negócio é visto como um golpe simbólico: outras casas históricas já perderam independência nas últimas décadas, como Cazenove e Mercury. A Schroders se soma a esse grupo de nomes tradicionais que se fundiram.

A Nuveen ressaltou compromisso com o Reino Unido e indicou que, se houver retorno ao mercado acionário, cogita listar a operação na Bolsa de Londres, como parte de uma possível dupla listagem.

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