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Cinco tecnologias podem fortalecer ou desafiar o varejo em 2026

Fraudes ocorrem a cada dois minutos em 2025, enquanto inovações elevam a conversão; o varejo encara novos riscos cibernéticos com cada avanço tecnológico

O caminho para medir o retorno financeiro da IA nas empresas Inteligência artificial define cinco tendências do varejo em 2026
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  • Em 2025, o varejo teve uma tentativa de fraude a cada dois minutos, alta de 4,1% frente a 2024, conforme a Serasa Experian, impulsionando a busca por soluções que aumentem vendas com proteção.
  • Criptografia pós-quântica entra em pauta para proteger pagamentos, dados de clientes e propriedade intelectual frente ao avanço da computação quântica.
  • Biometria invisível, incluindo autenticação durante a navegação, reduz o abandono de carrinho, mas exige proteção rigorosa de dados biométricos.
  • IA generativa amplia golpes com deepfakes e phishing realista; o varejo precisa investir em detecção e monitoramento comportamental.
  • Agentes autônomos e comércio automatizado elevam personalização e eficiência, mas podem abrir brechas com Shadow AI e falhas em precificação e controle de estoque.
  • Identity fabric e zero trust unem usuários, dispositivos e sistemas em uma camada de autenticação; a centralização reduz custos, porém demanda modelo de Zero Trust sólido para evitar impactos amplos.

O varejo brasileiro continua a combinar inovação e risco em 2026. Dados da Serasa Experian indicam que houve uma tentativa de fraude a cada dois minutos em 2025, alta de 4,1% em relação a 2024. Enquanto plataformas digitais aceleram conversões, também surgem novas superfícies de ataque, ampliando vulnerabilidades.

Especialistas destacam o equilíbrio entre retorno financeiro e proteção de dados. O CEO da Cyber Economy Brasil, Fernando Dulinski, afirma que o setor investe para vender mais, enquanto o cibercrime utiliza recursos avançados para aumentar a escala de ataques. O desafio é manter a governança de segurança sem frear a inovação.

Além disso, as tendências apontadas para 2026 indicam que cada avanço tecnológico pode servir para blindar o varejo ou abrir brechas para fraudes. A depender de como as soluções são implementadas, o impacto financeiro pode ser significativo.

Criptografia pós-quântica

O crescimento da computação quântica impõe precaução para pagamentos, dados de clientes e propriedade intelectual. Mesmo sem computadores quânticos de grande escala, o risco de interceptação atual já mobiliza empresas a migrar para padrões pós-quânticos.

A adoção visa reduzir vulnerabilidades a ataques futuros. A restauração de confidencialidade ainda depende de prazos e investimentos em padrões emergentes, com impactos diretos na segurança de transações.

Biometria invisível

Autenticação integrada ao checkout ganha força com biometria facial e comportamental. A validação ocorre durante a navegação, sem exigir etapas adicionais ao usuário.

Estimativas da Serasa apontam redução de abandono de carrinho de até 20% com menos atrito. Por outro lado, dados biométricos exigem proteção rigorosa, pois não podem ser substituídos em caso de violação.

IA generativa e fraudes digitais

A IA generativa já é utilizada para golpes com deepfakes e phishing de alto realismo. A Deloitte prevê que fraudes envolvendo IA podem atingir US$ 40 bilhões globalmente até 2027.

Para 2026, varejistas devem investir em ferramentas de detecção e monitoramento comportamental. A estratégia passa a incluir vigilância contínua de conteúdos gerados e padrões de interação.

Agentes autônomos e comércio automatizado

Chatbots evoluíram para agentes autônomos que negociam preços e concluem compras. A automação aumenta personalização e eficiência operacional.

Entretanto, o Shadow AI — uso de modelos não autorizados — pode criar brechas. Vazamentos de dados, falhas de precificação e gestão de estoque são riscos associados.

Identity fabric e zero trust

Malhas de identidade integram usuários, dispositivos e sistemas sob uma única camada de autenticação. A estratégia reduz custos com suporte técnico e aumenta governança de dados.

Todavia, a centralização exige um modelo de Zero Trust bem aplicado. Se a estrutura for comprometida, impactos podem se espalhar por toda a operação, aumentando a supervisão necessária.

O cenário de 2026 mostra o varejo com tecnologias que podem blindar operações ou abrir portas para ataques. A prioridade fica por conta de implementar controles consistentes, monitoramento contínuo e governança de dados.

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