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Efeito Master no FGC ultrapassa 50 bilhões após liquidação do Banco Pleno

Liquidação do Banco Pleno amplia efeito Master no FGC, removendo cerca de R$ 4,9 bilhões e reduzindo reservas e liquidez para absorver choques

O valor irá reduzir as reservas do FGC, liquidez e habilidade de absorver novos choques no sistema bancário
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  • O Banco Central liquidou extrajudicialmente o Banco Pleno e a Pleno Distribuidora, elevando o “efeito Master” sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
  • O Pleno tem cerca de 160 mil credores com depósitos cobertos pela garantia de até R$ 250 mil por CPF; o pagamento total pode retirar aproximadamente R$ 4,9 bilhões do FGC.
  • Juntamente com os desembolsos do Will Bank e do Banco Master, o FGC já sofreu pagamentos de R$ 46,9 bilhões, cerca de um terço de sua liquidez de aproximadamente R$ 121 bilhões (junho de 2025).
  • A Moody’s considera o impacto administrável, mas estima déficit de liquidez de R$ 55 bilhões, o que pode reduzir a liquidez dos bancos em 2,3% do estoque de ativos líquidos, com possível sobretaxa temporária e antecipação de contribuições.
  • Bancos com maior participação respondem por cerca de 75% dos depósitos elegíveis; o FGC pode limitar pagamentos ao teto de R$ 1 milhão por quatro anos e pode tomar medidas para recompor a liquidez.

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ligados a Augusto Ferreira Lima e ao grupo ligado ao ex-sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro. A medida amplia o efeito Master sobre o FGC, já pressionado por recentes intervenções no sistema financeiro.

Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores têm depósitos elegíveis ao pagamento da garantia de até 250 mil por CPF. A liquidação deve retirar aproximadamente 4,9 bilhões do fundo. O montante acrescenta-se aos desembolsos anteriores do Will Bank e do Banco Master, somando 46,9 bilhões.

Panorama do FGC

A soma dos pagamentos de Will Bank e Banco Master representa cerca de um terço da liquidez total do FGC em junho de 2025, estimada em 121 bilhões. O impacto reduz reservas, liquidez e a capacidade de absorver choques no sistema bancário, elevando custos aos bancos associados.

Avaliação de risco

A Moody’s avalia que o rombo é administrável pelas instituições que absorverão o impacto. Entre os bancos com maior participação, Itaú, Bradesco, Santander, BB, Caixa e BTG Pactual respondem por 75% dos depósitos segurados. A agência aponta déficit de liquidez estimado em 55 bilhões de reais frente o mínimo de 2,5% de cobertura.

Consequências para a liquidez

Com a queda de liquidez, pode haver efeito sobre a rentabilidade. A Moody’s estima que, diante da taxa Selic de 15%, o impacto pode reduzir receitas de juros em mais de 8 bilhões de reais ao ano, representando cerca de 2,1% do resultado dos 12 meses até setembro de 2025.

Banco Pleno

O Banco Central classificou o Pleno como conglomerado pequeno, líderado pela própria instituição. O FGC não o enquadra no grupo Master e limita pagamentos a 250 mil por CPF/CNPJ, com teto de 1 milhão em quatro anos. A liquidação decorre de deterioração de liquidez e irregularidades regulatórias.

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