- Ações da Bayer caíram até 9,2% nesta quarta, apagando ganhos, após anúncio de acordo de US$ 7,25 bilhões para processos ligados ao Roundup.
- A Bayer informou ter chegado a um acordo para resolver dezenas de milhares de reclamações atuais e futuras sobre o herbicida, após anos de disputas legais.
- Analistas do JPMorgan disseram que o acordo é avanço, mas não há dados sobre o número de demandantes que aderirão nem quanto aceitariam; ainda depende da aprovação do tribunal.
- A Bayer pediu à Justiça que invalidate as queixas, com base na legislação estadual, argumentando que a regulação federal deveria prevalecer; a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o mérito ainda não ocorreu.
- Especialista da Oddo BHF alerta que há obstáculos legais para o acordo entrar em vigor, e a opinião da Suprema Corte acrescenta incerteza.
As ações da Bayer caíram até 9,2% nesta quarta-feira, após os investidores avaliarem se o acordo de US$ 7,25 bilhões em processos envolvendo o herbicida Roundup representa uma solução definitiva.
A Bayer informou na terça-feira à noite que havia chegado a um acordo para resolver dezenas de milhares de reclamações atuais e futuras relacionadas ao Roundup, adquirido com a Monsanto em 2018.
Foi registrado ganho de 7,3% na terça, que não foi sustentado e acabou revertido pela queda observada pela manhã. O movimento ocorreu por volta das 10h45 (horário de Brasília).
Analistas do JPMorgan disseram que o acordo caminha para a direção correta, mas ressaltaram que não há dados sobre o número de demandantes que aderirão nem sobre o valor de adesão aceitável para seguir adiante.
Também houve sinais de ceticismo de investidores, como o alerta de Markus Manns, da Union Investment, de que a proposta ainda não corresponde às expectativas de muitos participantes do mercado.
Muito depende ainda de uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre o mérito geral das ações, já que a validade do acordo pode depender dessa decisão. A Bayer pediu ao tribunal que invalidate as queixas com base na legislação estadual.
Stephan Wulf, da Oddo BHF, alertou sobre obstáculos legais para o acordo e reforçou que a opinião da Suprema Corte é uma incerteza adicional que pode atrasar o fechamento.
Um porta-voz da Bayer não especulou sobre as chances de sucesso na Suprema Corte, encaminhando a Reuters um parecer do procurador-geral dos EUA de dezembro, que indica apoio à interpretação da Bayer sobre a lei em questão.
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